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11/07 - Com delivery, pequenos agricultores orgânicos driblam crise e veem até aumento de vendas na pandemia
Contrariando a crise econômica, e diferentemente de produtores orgânicos de maior porte, alguns agricultores mudaram sua rotina e viram sua demanda crescer. Na contramão da crise, agricultor disse ter visto vendas aumentarem na pandemia DIVULGAÇÃO/AGROFLORESER via BBC Toda quarta, o dia de trabalho do agricultor Hélio Tavares começa mais cedo do que habitual na roça, onde mora e trabalha, em Paty dos Alferes, região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Às 3h, Hélio já está na estrada com seu Fiorino carregado com cerca de 20 cestas de produtos orgânicos para entregar na capital — onde chega às 6h e trabalha até às 15h. As cestas, na verdade, são bolsas retornáveis de nylon que reúnem de 3kg a 5kg de diferentes alimentos plantados no sítio do Hélio e de outros agricultores da região. Contrariando a crise econômica que abala o mundo em pandemia, Hélio viu suas vendas aumentarem nos primeiros meses de quarentena. "A maior parte dos alimentos que distribuo é daqui de casa. O que eu não tenho, levo dos amigos e viabilizo também para os que não têm condição de transporte. A gente se organizou nesse sentido", relata o agricultor de 36 anos. Hélio viu no delivery a alternativa para escoar a sua produção, ajudar outros agricultores locais e suprir uma carência em outra cidade, devido ao fechamento de circuitos de feiras de orgânicos. Lucas Moya, membro de um grupo de distribuidores de produtos orgânicos em Brasília, viu a venda de seus produtos diminuir na feira e aumentar com o delivery. "Nossas vendas cresceram bastante. A pandemia nos fez ampliar nossa área de entrega e, consequentemente, aumentar os dias de entrega. No início foi uma loucura, mas estamos dando conta. Estamos mais organizados e conseguindo atender a demanda que continua alta. A pandemia afetou positivamente o nosso negócio", afirma Lucas. Essa organização dos agricultores familiares que já trabalhavam com feiras é fundamental para se adaptar a essa nova logística do setor durante a pandemia do novo coronavírus, garante Rogério Dias, presidente do Instituto Brasil Orgânico. Segundo Rogério, as entregas em domicílio são uma solução melhor para aqueles produtores que já tinham um processo organizativo, como os que trabalhavam em feiras, e para quem oferecia diferentes produtos de pronta entrega. Em diversas centros urbanos do país, as feiras livres tiveram regras de funcionamento mais restritas ou foram canceladas DIVULGAÇÃO/AGROFLORESER via BBC O fim das feiras A princípio, o grande problema para os agricultores rurais foi o fechamento das suas principais vitrines, as feiras livres, por conta das medidas para conter a transmissão do vírus. Para muitos, essa era a principal forma de relacionamento com o público. Outro complicador foi a suspensão das atividades escolares. Muitos produtores que abasteciam a alimentação da merenda foram prejudicados. A saída, para quem pôde, foi oferecer a entrega a domicílio. A produtora Inês Scarpa Carneiro, 69 anos, de Cosmópolis, em São Paulo, viu suas vendas caírem em 80%. A principal forma de escoar sua pequena produção sempre foi através de feiras, que, de um dia para o outro, foram fechadas. A forma que encontrou para superar, foi passar para o filho a responsabilidade de implementar uma nova forma de vendas, por entregas. "Quem assumiu (as vendas) foi meu filho e ele está fazendo entregas de cestas. Está nos ajudando muito. Meus amigos que são grandes produtores foram muito prejudicados, com muitas sobras, e estão doando - o que não é nosso caso", explica Inês. Esse cenário de dificuldades na produção pela diminuição da demanda fez com que a agricultora Sabrina Magaly Navas, de Brasília, interrompesse totalmente a produção de sua pequena empresa no meio da pandemia. "De maneira geral, o movimento diminuiu. A perda de espaços de comercialização como lojas, feiras e também a diminuição de acesso a supermercados afetou a venda de produtos orgânicos e/ou agroecológicos. Algo que ocorre também com restaurantes e bares, que as vezes compram insumos de agricultores e cooperativas", conta Sabrina, que aguarda o setor melhorar para voltar a produzir. Em diversas centros urbanos do país, as feiras livres tiveram regras de funcionamento mais restritas ou foram canceladas. Em relatório da Mintel, agência internacional que fornece pesquisas e análises de mercado, dados do último abril mostram que 79% da população brasileira reduziu as idas aos supermercados. Junto a isso, parte da população teve queda do poder aquisitivo com o impacto econômico da pandemia. Dados da pesquisa do Organis do ano passado mostram que o preço considerado elevado é o principal motivo pelos quais as pessoas não consomem produtos orgânicos (43%). As adaptações nas feiras se tornaram uma realidade em diversos municípios pelo Brasil. A livre circulação, com clientes colocando a mão nos produtos, não poderia acontecer neste momento. Em cidades com São Paulo e Rio de Janeiro, algumas feiras se tornaram algo similar a um drive-thru, em que as pessoas realizavam com antecedência a encomenda, os produtores deixavam separado e as pessoas passavam para buscar. Essa foi uma alternativa para quem não quis receber os produtos em casa. O aumento da demanda No município de Miguel Pereira, vizinho a Paty dos Alferes na serra do RJ, a pandemia do covid-19 pouco impactou nos negócios agrícolas da região. Inalva Mendes Brito, professora aposentada, de 74 anos, não cultiva com as próprias mãos, mas é uma incentivadora da produção orgânica. Promoveu a divisão de sua terra para a formação de uma agricultura familiar formada por quatro pessoas. Há uma rotatividade constante, sempre renovando esse ciclo. Mas, todos os dias há alguém produzindo. "Quanto à pandemia, parece que não chegou aqui no campo. Pelo menos, aqui na área que nós habitamos que é na montanha, e não é uma área muito isolada, é uma área até meio cidade, meio rural. A gente escuta sobre os impactos da pandemia, mas por aqui a produção só aumentou", diz dona Inalva, que também fornece produtos orgânicos para as cestas que o Hélio entrega no Rio de Janeiro. Apesar da pandemia, a agricultora Ana Rita, de São Sebastião da Bela Vista, Minas Gerais, também continua em atividade. Ela realiza duas feiras por semana, às quartas e sábados, seguindo as recomendações sanitárias. E faz entregas à domicílio em Varginha, às quintas-feiras. "As vendas não diminuíram. Na verdade, houve aumento na procura por nossos produtos. Estamos produzindo mais. Na feira todos tomam muito cuidado. Distanciamento, máscaras. Preferimos pagamento por cartão, para evitar dinheiro vivo, e muito álcool 70% à disposição de todos", conta Ana. O também mineiro José Antonio de Souza, mais conhecido como Neguinho, da cidade de São Sebastião da Bela Vista, reforça a ideia. A produção de Neguinho segue normal, e, pelo que ouviu de colegas agricultores, a procura aumentou entre eles também. Para ele, a pandemia de nada atrapalhou, muito pelo contrário. "As pessoas estarem em casa foi uma condição para que buscassem produtos mais saudáveis", confirma Neguinho. Consumidor consciente: a engrenagem Um dos clientes cariocas de Hélio, o consultor de gestão empresarial Humberto Renato Silva Brantes, morador da Freguesia, começou a consumir regularmente orgânicos a partir de setembro de 2019. Ele encara como uma oportunidade de ter uma alimentação mais fresca e saudável. "Durante a pandemia continuamos consumindo. Inclusive aumentamos o consumo. Passamos a dar preferência aos produtos orgânicos por ter mais tempo para cuidar da alimentação diária em casa", conta Humberto. A professora de ioga Cristina de Mello Souza, moradora de Copacabana, também é cliente do Hélio. Ela passou a consumir e comprar produtos orgânicos há mais de seis anos. "Antes da pandemia, eu ia a algumas feiras no meu bairro, mas depois migrei para as entregas do Hélio. Acho que quando compro de pequenos produtores, estou ajudando a transformar a realidade desses profissionais que lutam para manter seus produtos no mercado e com a concorrência de grandes produtores", explica Cristina. Quando terminar a pandemia, ela pretende continuar adepta do sistema de entregas em domicílio. Ascensão Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), realizado antes da pandemia e publicado em fevereiro deste ano, confirma que o setor de orgânicos no país está em uma crescente. De 2010 a 2018, o setor evoluiu aproximadamente 17% quanto ao número de produtores especializados no alimento orgânico. Segundo dados da Organis (associação sem fins lucrativos baseada em Curitiba, que trabalha para divulgar os conceitos e as práticas orgânicas), o setor de produtos orgânicos faturou R$ 4,6 bilhões no Brasil em 2019, ou 15% acima do ano anterior. O pesquisador Lucio Lambert, mestre em Agricultura Orgânica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), entende que é difícil traçar um panorama no Brasil, porque existem diversos fatores e características que podem alterar as realidades regionais quanto aos orgânicos. Mas, de modo geral, ele analisa que a demanda dos orgânicos vem crescendo nos últimos anos e, com a pandemia, cresceu ainda mais. Segundo Lambert, isso ocorre por que as pessoas passaram a dar mais valor à saúde e estão mais tempo em casa, se arriscando na cozinha. Sara Fazito conecta pequenos agricultores do Sul do país com consumidores do Rio de Janeiro, onde mora. Ela também faz parte de um coletivo ligado às questões alimentícias, a Junta Local. Sara trabalha com os processados (arroz, feijão, farinhas, sementes, grãos, sucos) e viu seu negócio crescer antes de o vírus chegar. E, apesar das mudanças impostas pela pandemia, ela continua otimista com o setor. "Entre as principais mudanças, depois do início da quarentena, observo que a minha demanda basicamente triplicou, mesmo sem as feiras — que eram meu melhor canal de venda. Percebo que este movimento decorre de alguns fatores: com a pandemia as pessoas passaram a dar mais importância para a saúde, optando por alimentos limpos, livres de agrotóxicos e pesticidas (...). Além disso, com o confinamento, tem-se passado mais tempo fazendo a própria comida, o que leva à procura de ingredientes de maior qualidade e boa procedência", observa Sara. Políticas públicas Quanto às políticas públicas, dona Inalva, produtora de Paty dos Alferes, enxerga que há uma grande ausência delas no Brasil. "Segurança alimentar sequer (existe), nunca se trabalhou nisso nos espaços públicos, por exemplo, na escola", avalia. Bela Gil, chef de cozinha e defensora da alimentação saudável e consciente, acredita que o fator que faz a divergência ser muito grande entre os produtores que aumentaram suas rendas para os que precisaram interromper ou descartar suas produções é a ausencia do Estado. "A gente precisa de políticas públicas para garantir a renda desses agricultores e comida na mesa de quem precisa. Desde 2003, os programas como PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) vem perdendo muito dinheiro e valor. Em um momento como este, durante uma pandemia, a gente vê como faz falta um programa que ajude o agricultor", opina Bela. Para Rogério Dias, do Instituto Brasil Orgânico, aconteceram avanços nas políticas públicas, como quando se estabeleceu 30% da agricultura familiar, preferencialmente orgânica, no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Mas defende mais apoio ao setor, especialmente neste momento em que os agricultores estão sofrendo com os impactos da pandemia e sem poder fornecer a escolas e a parte dos restaurantes. Em Brasília, ainda está em tramitação, quase quatro meses depois da primeira morte por covid-19 no país, um projeto de lei na Câmara dos Deputados que busca criar medidas emergenciais em apoio à agricultura familiar enquanto perdurar a pandemia. Esse pacote de medidas urgentes incluiria, além do fomento às atividades de agricultura familiar, condições especiais na oferta de crédito, a criação do Programa de Aquisição de Alimentos Emergencial (PAA-E) e soluções para o endividamento desses agricultores familiares. ''É muito importante lembrar que 70% ou mais da comida que chega na nossa mesa vem da agricultura familiar. (...) Falta enxergar na agricultura familiar a fonte de produção de alimentos para a população", opina Bela Gil.
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11/07 - Fortuna de Elon Musk supera a de Warren Buffett, diz Bloomberg
Ações da Tesla, empresa liderada pelo empresário, subiram cerca de 500% no último ano. Buffet, por sua vez, doou US$ 2,9 bilhões em ações para a caridade. Elon Musk, fundador da Tesla, é a sétima pessoa mais rica do mundo, segundo a Bloomberg Joe Skipper/Reuters O valor líquido da fortuna de Elon Musk superou a de Warren Buffett na sexta-feira (10), quando o presidente executivo da fabricante de carros elétricos Tesla se tornou a sétima pessoa mais rica do mundo, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. A fortuna de Musk aumentou em US$ 6,070 bilhões, disse a Bloomberg News, depois de um salto de 10,8% das ações da montadora. Bezos bate seu próprio recorde de pessoa mais rica do mundo, com US$ 172 bilhões O patrimônio líquido de Buffett caiu no começo da semana quando ele doou US$ 2,9 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para caridade, completou. As ações da Tesla subiram cerca de 500% no último ano, depois que a empresa aumentou as vendas de seu sedã Model 3. Relembre a falha no lançamento da Cybertruck, em 2019: Tesla Cybertruck promete robustez, mas falha em teste ao vivo
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11/07 - Ministro do TCU manda suspender publicidade do governo em sites que divulguem atividade ilegal
Decisão de Vital do Rêgo é motivada por representação do MP que apontou anúncios da reforma da Previdência em sites infantis e de jogo do bicho. Secretaria diz que cumprirá decisão. TCU determina que Governo Federal pare de anunciar em determinados sites O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou nesta sexta-feira (10), como medida cautelar, que o governo pare de anunciar em sites que promovam atividades ilegais ou cujo público-alvo não tenha relação com as campanhas publicitárias oficiais. A medida é motivada por representação do subprocurador do Ministério Público Federal junto ao tribunal, Lucas Furtado. Com base em reportagem publicada em maio pelo jornal "Folha de S.Paulo", ele apontou indícios de irregularidades em anúncios sobre a reforma da Previdência veiculados com recursos públicos. O jornal informou que os anúncios foram divulgados em sites infantis, de jogo do bicho e que veiculam "fake news". A campanha publicitária da reforma da Previdência foi realizada pela Secretaria de Comunicação, à época vinculada à Presidência da República e que agora integra a estrutura do Ministério das Comunicações. Vital do Rêgo deu prazo de 15 dias para que o governo informe os responsáveis pela campanha publicitária e o valor dos gastos. A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) informou que vai cumprir as orientações e determinações do TCU. Segundo a secretaria, o processo de veiculação da campanha da reforma da Previdência ocorreu de forma transparente, sem privilégios, favorecimentos ou promoção pessoal de qualquer autoridade pública. A Secom informou que vai notificar a agência responsável pela campanha para explicar, de imediato, o processo de comunicação (leia a íntegra de nota da secretaria ao final desta reportagem). De acordo com a decisão de Vital do Rêgo, a publicação nesses sites representa "desperdício de recursos públicos". "É inconcebível que, em um país carente como o Brasil, os escassos recursos públicos, parte dos quais destinados a campanhas informativas do Governo Federal, estejam a irrigar mídias que patrocinam atividades ilegais – ou delas se aproveitam –, como é o caso do site que divulga resultados do chamado 'jogo do bicho'", escreveu o ministro. Nota da secretaria Leia a íntegra de nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação do Ministério das Comunicações: NOTA 1. A Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações tomou conhecimento da decisão do Tribunal de Contas da União sobre a campanha digital da Nova Previdência. 2. A Secom cumprirá todas as orientações e determinações emanadas pelo Tribunal, inclusive com as respostas aos questionamentos e dúvidas levantadas pelo eminente ministro da Corte, Vital do Rêgo. 3. A Secom reitera a normalidade, a transparência e a lisura de todo o processo de veiculação da campanha "Nova Previdência" nos meios digitais, de maneira profissional e criteriosa. Não ocorreram privilégios nem favorecimentos e menos ainda promoção pessoal de qualquer autoridade pública. 4. De qualquer modo, a Secom notificará mais uma vez a agência responsável pela campanha, a Artplan, bem como o Google, responsáveis pelo direcionamento dos investimentos, para que expliquem de imediato todo o processo de comunicação digital. A Secom também está revisando os processos de publicidade para torná-los mais eficientes ainda. Secretaria Especial de Comunicação do Ministério das Comunicações
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11/07 - Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (12/07/2020)
Programa mostra o projeto que faz alunos de agronomia aprenderem na prática. E mais notícias do campo. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (12/07/2020) O Globo Rural deste domingo (12) mostra como é a expedição que fazem alunos de agronomia aprenderem na prática. Tem também os cuidados com o coronavírus na colheita de café do Sul de Minas, a preocupação de investidores com a Amazônia e mais notícias do campo. Não perca! A partir das 7h40.
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11/07 - Renata Lo Prete, apresentadora de 'O Assunto', discute a importância dos podcasts em painel na Campus Party
Tema do painel será a importância que podcasts ganharam no último ano e as transformações do jornalismo diante da pandemia de coronavírus. Pandemia fez evento acontecer apenas no formato digital e com abrangência global. A jornalista Renata Lo Prete, apresentadora do podcast O Assunto Fabio Tito/G1 A apresentadora do podcast do G1 "O Assunto", Renata Lo Prete, participa da Campus Party neste sábado (11) para discutir a importância que este formato ganhou no último ano, e também para falar das mudanças no jornalismo diante da pandemia de coronavírus. O painel de discussão é chamado "O mundo mudou, o jornalismo também". Campus Party tem edição global on-line e gratuita Renata também é âncora do Jornal da Globo e do GloboNews Painel. O debate na Campus Party faz parte do palco Arena Podcast, e terá início as 14h, na edição Brasília do evento. Será possível acompanhar pelo site do evento, além de transmissão no YouTube. A apresentadora será acompanhada por Rodrigo Alves, comentarista de esporte da Globo e autor do podcast 'Vida de Jornalista'. Estarão presentes ainda PH Santos, coordenador de podcast do Grupo O Povo de Comunicação, e Luciano Potter, jornalista da Gaúcha ZH e comunicador do grupo RBS. A conversa será mediada por Andreh Jonathas, integrante da Associação Brasileira de Podcasters. Campus Party global e on-line A edição global e on-line da Campus Party conta com mais de 5 mil palestras simultâneas em 31 países. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os organizadores do evento decidiram realizar todas as atividades de forma virtual este ano. É possível assistir aos debates em outros países, mas eles serão transmitidos em língua local. Os organizadores esperam cerca de 10 milhões de participantes. Essa escolha permitiu que a edição de 2020 seja toda gratuita. As atividades podem ser acompanhadas pelo YouTube e pelo site do evento. No Brasil, a Campus Party será a partir de três lugares: Brasília, Amazônia e Goiás, com "palcos" temáticos e palestrantes. Durante os três dias de atividades, os campuseiros poderão fazer doações para os Médicos Sem Fronteiras (MSF), parceiros desta edição. O MSF está na linha de frente contra a COVID-19 em quatro estados do Brasil e em mais de 70 países. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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11/07 - Bill Gates: remédio para Covid-19 precisa chegar a quem mais precisa, não a quem pagar mais
Bilionário e filantropo afirmou que, se a única lógica da distribuição de remédios contra Covid-19 for a do mercado, a pandemia vai ser mais longa e mortal. Fundador da Microsoft Bill Gates durante evento de tecnologia em Pequim, na China, em 2018 Thomas Peter/Reuters O bilionário filantropo Bill Gates afirmou que as drogas para combater a Covid-19 e uma eventual vacina devem ser disponibilizadas aos países e povos que mais precisam, e não a quem pagar mais --se a lógica da distribuição desses fármacos for a do mercado, afirmou, a pandemia vai se prolongar. As declarações foram divulgadas neste sábado (11), em uma conferência sobre Covid-19 organizada pela Aids Society. Coronavírus: Como Bill Gates virou alvo de teorias da conspiração sobre a pandemia "Se nós deixarmos as drogas e as vacinas irem para quem pagar mais, e não para as pessoas e locais onde são mais necessários, a pandemia será mais longa, mais injusta e mais mortal", afirmou. "Precisamos que os líderes tomem essas decisões difíceis sobre a distribuição com base em equidade, e não fatores de mercado", disse. Com centenas de projetos de vacina encaminhados --os governos europeus e dos Estados Unidos investiram bilhões de dólares em pesquisas--, há a preocupação que os países ricos iriam levar todas as drogas promissoras contra o coronavírus e deixar os países em desenvolvimento sem nada. A Comissão Europeia e a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisaram que pode haver uma competição não saudável na busca por um medicamento. Dentista fala como é ser 1ª brasileira a participar de testes de vacina contra Covid-19 Autoridades do governo dos EUA, no entanto, já afirmaram que vão priorizar residentes do país. Gates disse que os esforços começaram há décadas, para combater a crise de HIV/Aids, quando os países se juntaram para que os remédios que combatem esse vírus e essa doença estivessem disponíveis em todo o mundo. Isso, de acordo com ele, pode servir como modelo para tornar os remédios contra Covid-19 mais acessíveis. Os exemplo são o Fundo Global para Combater a Aids, Tuberculose e Malária, de 2002, e o Plano Emergencial de Alívio para a Aids. "Uma das grandes lições na luta contra o HIV e a Aids é a importância de construir esse sistema global de distribuição para que as drogas cheguem a todos", ele afirmou. Gates é o fundador da Microsoft.
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11/07 - MPT pede paralisação de 11 frigoríficos em 6 estados após casos de Covid entre funcionários
Dados são de até o dia 7 de julho. Ação resultou no fechamento de 5 unidades, 1 foi paralisada por outro órgão, 4 tiveram que aumentar medidas de proteção e 1 pedido foi completamente negado. Empresas afirmam que estão seguindo legislação. 24 de abril – Funcionário de unidade da JBS em Passo Fundo (RS) tem a temperatura medida em meio à pandemia de coronavírus REUTERS/Diego Vara O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou na Justiça para pedir a interdição de 11 frigoríficos em 6 estados por casos de contaminação de Covid-19 entre funcionários. Essas são ações feitas até o dia 7 de julho. Os procuradores ainda avaliam 213 denúncias no país relacionadas ao problema. Dos 11 pedidos de fechamento, 6 ações resultaram em paralisação. Desse total, 5 unidades foram paradas em junho por causa do MPT e já retomaram as atividades. E uma unidade teve a interdição pedida, mas foi fechada a mando de outro órgão e também já retornou. Outras 4 unidades não chegaram a parar, mas, por causa da ação dos procuradores, tiveram que aumentar as medidas de proteção dos trabalhadores. Por fim, um pedido foi completamente negado. (leia mais abaixo). Segundo levantamento do G1 feito junto à Procuradoria-Geral do Trabalho e checagem dos processos na Justiça, as seguintes unidades tiveram pedido de interdição feito pelo MPT: Avenorte, de Cianorte (PR); BoiBrasil, de Araguaína (TO); Coopavel, de Cascavel (PR); Cooperativa Lar, de Cascavel (PR); Flamboiã, de Cabreúva (SP); JBS Aves, de Caxias do Sul (RS); JBS Aves, de Passo Fundo (RS); JBS Aves, de Trindade do Sul (RS); JBS, de São Miguel do Guaporé (RO); Nutriza, de Pires do Rio (GO); Seara Alimentos, de Três Passos (RS). O levantamento trata apenas de pedidos feitos por procuradores do trabalho. Houve fechamentos de fábricas, como da Marfrig, em Mineiros (GO), BRF, em Rio Verde (GO), e da Minuano, em Lajeado (RS), em que a ação partiu de outros órgãos, como a Prefeitura e o MP estadual. As três empresas assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o MPT para adotar mais medidas de proteção e testagem em massa dos funcionários (leia mais abaixo). A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa frigoríficos, disse que todas as empresas citadas estão tomando medidas de proteção dos funcionários antes mesmo do período de quarentena e que estão obedecendo a legislação federal sobre o assunto (leia mais abaixo). O MPT tem constatado aumento de denúncias pelo país, o que indicaria um avanço da Covid no interior, porém não existe um levantamento nacional sobre casos da doenças em frigoríficos, o que aumenta a dificuldade de checagem. O Brasil tem mais de 400 unidades. Fecharam A unidade da Flamboiã de Cabreúva, interior de São Paulo, foi interditada no dia 17 de junho, a pedido do MPT. A Vigilância Sanitária da cidade enviou ao MPT dois relatórios de inspeções realizadas no frigorífico. Segundo o estudo, foram encontradas várias irregularidades com relação à prevenção ao coronavírus. Um funcionário da empresa morreu em decorrência de Covid-19. Justiça autoriza reinício de atividades em frigorífico de Cabreúva Os frigoríficos da JBS em Caxias do Sul, Passo Fundo e Trindade do Sul, todos no Rio Grande do Sul, também chegaram a ser paralisados por causa das ações do Ministério Público do Trabalho. Em Caxias do Sul, a unidade ficou interditada por alguns dias no início de junho. Até o dia 19 daquele mês, 412 casos foram confirmados na unidade, segundo informações do MPT-RS. De acordo com o órgão, 1,5 mil funcionários do local foram testados. Frigorífico de Caxias do Sul tem surto de coronavírus com 412 funcionários positivos Em Passo Fundo, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) interditou, a pedido do MPT, a unidade da empresa por três vezes: uma em abril, outra em maio e a mais recente no dia 24 de junho. Conforme o Ministério Público do Trabalho, 287 funcionários testaram positivo para doença. Frigorífico de Passo Fundo está proibido de exportar frango para a China No dia 12 de junho, a Justiça do Trabalho determinou, por ação dos procuradores, o afastamento de todos os funcionários da JBS em Trindade do Sul por 14 dias. Ainda está em discussão no judiciário se a empresa vai precisar testar todos os trabalhadores. Justiça do Trabalho determina que frigorífico adote normas de segurança em Trindade do Sul Conforme documentos anexados ao processo, dos 1.327 empregados, 343 estão afastados, 162 foram testados pelo SUS e 35 testaram positivo. Destes, três estavam assintomáticos. No estado, 4 trabalhadores de frigoríficos morreram em função da Covid até o dia 19 de junho. Os nomes das empresas dessas pessoas não foram divulgados. Uma outra unidade da JBS em São Miguel do Guaporé, em Rondônia, foi interditada duas vezes, a última sendo no dia 22 de junho, também por causa da ação do MPT. O frigorífico já tinha sido fechado no dia 27 de maio por infecção de Covid-19 em funcionários, mas o local foi reaberto em 5 de junho. Justiça volta a suspender atividades de frigorífico da JBS em São Miguel do Guaporé Ao decidir pela paralisação, a Justiça afirmou que o número de casos de coronavírus subiu mais de 1.000% em São Miguel entre 26 de maio e 15 de junho, quando o número de infectados saltou de 46 para 558. Sobre os casos envolvendo suas unidades, a JBS disse, em nota, que não comenta casos específicos, mas "reitera que não tem medido esforços para a garantia do abastecimento e da produção de alimentos dentro dos mais elevados padrões de qualidade e segurança e da máxima proteção dos seus colaboradores" (leia mais abaixo). Já o frigorífico BoiBrasil, de Araguaína, no Tocantins, teve um pedido de interdição pelo Ministério Público do Trabalho, mas a unidade acabou sendo paralisada por 15 dias por determinação de outro órgão, a Superintendência Regional do Trabalho, no dia 16 de junho. Quase 20% dos funcionários testaram positivo para o novo coronavírus. Segundo o MPT, foram 31 casos em um total de 166 trabalhadores. MP pede suspensão temporária de serviços em frigorífico de Araguaína; entenda Mais medidas de proteção Foram 4 ações dos procuradores que não resultaram em fechamento, mas que aumentaram as medidas de proteção dentro dos frigoríficos. A unidade da Seara (marca da JBS) em Três Passos não foi paralisada após pedido do MPT, porém a Justiça do Trabalho obrigou a empresa a testar todos os funcionários da unidade para o coronavírus. Até o dia 1º de julho, 165 funcionários da empresa testaram positivo para a doença, conforme o Ministério Público do Trabalho. Um deles morreu aos 48 anos, na semana passada. Justiça determina que frigorífico teste todos funcionários para Covid-19 em Três Passos No Paraná, três unidades tiveram pedidos de interdição: a Coopavel e a Cooperativa Lar, de Cascavel; e a Avenorte, de Cianorte. No caso da Coopavel e da Cooperativa Lar, a Justiça determinou que as empresas seguissem mais medidas de prevenção, como afastar trabalhadores em grupo de risco e fornecimento de equipamentos de proteção. Ao G1, a Lar disse que não vai comentar a decisão, e a Coopavel não respondeu ao pedido de resposta. A Avenorte fez acordo para manter suas atividades. No dia 22 de junho, a Justiça, a pedido do MPT, havia determinado a suspensão das atividades por 14 dias. Após negociação judicial, a empresa retomou as atividades com 40% do efetivo no dia 26 de junho. No dia 3 de julho, a unidade voltou a funcionar com 100% dos funcionários. A empresa confirmou o acordo em suas redes sociais (leia mais abaixo). Acordo permite que trabalhadores voltem ao trabalho em frigorífico de Cianorte Os procuradores também pediram a interdição de uma unidade da empresa Nutriza/Friato, em Pires do Rio, Goiás, no dia 16 de junho, mas o pedido liminar não foi aceito pela Justiça do Trabalho. Nem mesmo houve pedido para aumentar as medidas de proteção. Acordos O procurador Lincoln Cordeiro, que atua no grupo de trabalho que acompanha os casos de Covid em frigoríficos, afirma que o pedido de fechamento é uma medida extrema e que o objetivo do MPT é que se façam acordos extrajudiciais. Até o dia 7 de julho, o MPT fechou TACs com 87 unidades frigoríficas. Aurora, BRF, Marfrig e Minuano são algumas das empresas que assinam o acordo. Frigoríficos continuam enfrentando surtos de Covid no Brasil e preocupam a China No TAC, estão previstas medidas de proteção, como maior distanciamento entre os funcionários e a testagem em massa. “Ressalte-se que muitos casos são resolvidos extrajudicialmente, com empresas que se conscientizam da situação de maior gravidade e administrativamente afastam os trabalhadores da unidade, não trazendo ao órgão, nestes casos, a necessidade de requerer ao judiciário a decretação de tal medida.”, disse Cordeiro, em nota. O MPT informou que, até o dia 7 de julho, 213 denúncias pelo país estão sendo apuradas pelos procuradores. Portaria cria impasse No mês passado, os ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde definiram em uma portaria conjunta as medidas destinadas à prevenção e controle da Covid-19 nos frigoríficos e laticínios. No documento, a testagem em massa, que tem sido exigida pelo MPT em acordos com grandes empresas do setor, não consta entre as obrigatoriedades. Alguns estados, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizeram portarias próprias, consideradas pelo MPT mais rígidas em relação à normativa nacional. Porém, os frigoríficos pedem para que os estados, no caso Paraná e Santa Catarina, revoguem as medidas locais e seja mantida apenas a orientação do governo federal. China suspende importação de mais dois frigoríficos no RS em meio a receio sobre Covid-19 Em entrevista ao G1 no início da semana, Artur Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), que representa a categoria, afirmou o governo não ouviu os trabalhadores na elaboração da portaria. Bueno também reclama da resistência dos frigoríficos em negociar medidas para contenção da doença, como o aumento de turnos para diminuir a aglomeração de funcionários. A confederação afirma que está tentando com parlamentares elaborar um decreto legislativo para tornar sem efeito as portarias do governo federal. Covid em frigoríficos Não existe um levantamento nacional sobre casos de coronavírus em frigoríficos. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou em entrevistas que há um estudo interno do governo com essa informação. O G1 pediu acesso ao conteúdo, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. Os frigoríficos são considerados como atividade essencial na pandemia e, portanto, não paralisaram seu funcionamento. Os locais possuem baixas temperaturas e costumam reunir muitos funcionários nas linhas de produção, o que é um risco para o contágio. O Brasil possui 446 frigoríficos, segundo dados do Ministério da Agricultura. Até maio, 8 frigoríficos foram interditados no país em função da Covid-19, segundo o Ministério da Agricultura. Essas indústrias têm sido apontadas como foco de contaminação da doença, o que ajudaria na interiorização da Covid. Os casos de contaminação fizeram a China suspender as exportações de 6 unidades no país, sendo 2 unidades da lista acima (JBS de Passo Fundo e Seara de Três Passos). Outro lado O G1 procurou individualmente todas as empresas citadas via assessoria de imprensa ou e-mail de contato. Até a última atualização deste texto, JBS e Avenorte responderam. A Cooperativa Lar disse que não vai comentar o assunto. Assim que houver retorno das outras empresas, as respostas serão publicadas. A ABPA, que representa os frigoríficos, enviou uma resposta ao G1 como um posicionamento de todo o setor. Nota da JBS "A JBS está com todas as suas unidades produtivas em operação e não fará comentários sobre casos específicos. A Companhia reitera que não tem medido esforços para a garantia do abastecimento e da produção de alimentos dentro dos mais elevados padrões de qualidade e segurança e da máxima proteção dos seus colaboradores. A JBS implementou um robusto protocolo com medidas eficazes para o controle, prevenção e segurança dos colaboradores em suas unidades e que está em conformidade com a Portaria interministerial nr. 19, de 18 de junho de 2020 (Ministérios da Saúde, Agricultura e Economia) e orientações de médicos infectologistas especializados, como Dr. Adauto Castelo Filho, e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein." Nota da ABPA A Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA destaca que, antes mesmo da determinação de quarentena em todo o país, suas empresas associadas já haviam implementado esforços contínuos e medidas eficazes para a proteção e cuidados com a saúde dos seus colaboradores. A ABPA e as agroindústrias estabeleceram protocolos setoriais validados cientificamente pelo Hospital Albert Einstein e adicionaram uma série de medidas protetivas aos colaboradores, como proteção buconasal, faceshield e outros, além dos habituais uniformes, luvas, máscaras e outras camadas de proteção. Esses cuidados e ações são fundamentais para proteção do trabalhador, e contemplam níveis de distanciamentos conforme Portaria Interministerial n° 19 e até mesmo equivalentes ao aplicado em alguns TACs do Ministério Público do Trabalho. Essas determinações se somaram às diversas medidas preventivas já adotadas previamente pelas empresas em que vale destacar: o afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco, a intensificação das ações de vigilância ativa, o monitoramento da saúde e a adoção de medidas contra aglomerações, além do reforço da rotina de higienização de todos os ambientes dentro e fora dos frigoríficos. Com estas medidas, o setor produtivo segue em seus esforços em prol da saúde dos seus trabalhadores e do abastecimento de alimentos - atividade considerada essencial no Brasil. Nota da Avenorte Avenorte Group vem ao público e aos colaboradores informar que, nos termos do que foi decidido em mediação nos autos do Mandado de Segurança 0001439-74.2020.5.09.0000 impetrado pela empresa, realizada pela Seção Especializada do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, foi autorizado o retorno de 40% dos colaboradores imediatamente. Os demais 60% farão o exame a partir de 03/07/2020. Realizaremos o protocolo de testagens em todos (RT - PCR e Sorológico), sendo autorizado o retorno do funcionário somente após o resultado do seu teste. Se o colaborador já testou positivo anteriormente, cumpriu a quarentena (14 dias) e já se encontra recuperado (está assintomático a mais de 72 horas), poderá retornar de imediato. A convocação para retorno ao trabalho será feita através de seus superiores (gerentes, supervisores e encarregados), podendo ser divulgada em redes sociais. Aos que não foram convocados neste momento, orientamos que fiquem tranquilos e aguardem o contato da empresa para realização dos exames e retorno ao trabalho. Reforçamos a recomendação para que permaneçam em suas casas, respeitando o isolamento e o distanciamento social, zelando por sua saúde e de sua família. Vamos voltar ainda mais fortes!
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11/07 - Auxílio Emergencial: Caixa libera saques e transferências para aprovados no terceiro lote nascidos em junho
Neste sábado, poderão sacar o dinheiro os nascidos em junho, um total de 400 mil trabalhadores. Auxílio emergencial Divulgação A Caixa Econômica Federal libera a partir deste sábado (11) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial para os aprovados inscritos no aplicativo e site dentro do terceiro lote, e que aniversariam em junho - um total de 400 mil trabalhadores. Ao todo, o lote inclui 5,9 milhões de beneficiários. Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os saques e transferências serão realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e vão até o dia 14 de julho. Esses trabalhadores já tiveram o dinheiro liberado na poupança social digital entre os dias 16 e 17 de junho. Veja calendário abaixo: INSCRITOS VIA APP E SITE - TERCEIRO LOTE Economia G1 De acordo com o calendário inicial, na próxima segunda (13), somente os 400 mil inscritos no programa que nasceram em julho teriam direito ao saque. No entanto, o novo calendário publicado nesta sexta garante o saque também para quem nasceu nos meses de agosto e setembro, que só teriam acesso ao benefício a partir de terça e quarta-feira, respectivamente. Ao todo, 1,2 milhão de pessoas poderão sacar no mesmo dia. Além disso, os nascidos em outubro, novembro e dezembro, que receberiam os benefícios quinta (16), sexta-feira e sábado, respectivamente, poderão todos fazer os saques já a partir de terça-feira (14). Em vez dos 400 mil nascidos em agosto que poderiam fazer o saque a partir de terça, serão liberados os saques e transferências para mais 1,2 milhão de beneficiários. Já a segunda parcela para os aprovados do terceiro lote ainda não tem data definida. Balanço Segundo a Caixa, 65,2 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial dentro das parcelas 1, 2 e 3, totalizando R$ 121,1 bilhões. Dos 109,1 milhões de cadastros no programa, 107,8 milhões foram processados. Cerca de 860 mil ainda esperam por reanálise, todos inscritos no app e site do auxílio, enquanto cerca de 1,3 milhão ainda estão em primeira análise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.
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11/07 - Huawei diz que 5G será 'tropicalizado' para atender demanda local
Empresa participa de debate com governo para aplicação da nova tecnologia. Podemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem Getty Images/BBC Além de conexão mais veloz, empresa promete atuar em diferentes áreas ao mesmo tempo Ameaçada de ser barrada na implantação da telefonia móvel de quinta geração (5G) no Brasil, a Huawei segue participando de debates com integrantes do governo e apresentando as oportunidades que vão surgir no país com a chegada do padrão tecnológico. Em debate realizado nesta sexta-feira com parlamentares e integrantes dos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o diretor de soluções integradas da Huawei, Carlos Roseiro, disse que parte das aplicações da nova geração do serviço celular 5G será “tropicalizada”, como forma de atender à demanda da economia local. “Fazer o 5G para uma empresa não significa instalar o equipamento e garantir uma cobertura e, então, a eficiência vai vir. É muito mais do que isso”, disse Roseiro, ao participar promovido pela “Aliança Conecta Brasil F4” e transmitido pela internet. O diretor da Huawei explicou que o 5G, além de oferecer um dispositivo com conexão ainda mais veloz, atuará em diferentes áreas ao mesmo tempo. Ele deu o exemplo de uma fábrica que, ao passar por este processo de transformação digital, deverá contar com um servidor local, contratar um serviço de armazenamento e processamento de dados na nuvem, implementar processos por meio de inteligência artificial e desenvolver aplicações específicas que resolvam “problemas locais”, da realidade das empresas brasileiras. “Isso só os brasileiros conseguem fazer. Não há mágica que vem e resolve todos os problemas com uma solução universal. Tem que ser customizado, localizado, ou tropicalizado, se preferirem”, afirmou o executivo do fabricante chinês, considerado líder mundial no fornecimento de equipamentos de telecomunicações. Para Roseiro, essa característica do padrão 5G será capaz de proporcionar maior produtividade para segmentos da indústria e de serviços e gerar empregos para além do setor de telecomunicações. O leilão de licenças 5G está programado para o primeiro semestre de 2021. A proibição ao uso da de equipamentos chineses é defendida pela ala ideológica do governo, liderada pelo Itamaraty, que busca alinhamento com os Estados Unidos. Os americanos alertam para o risco de espionagem comandada pelo governo chinês. Isso, no entanto, é entendido como parte da guerra comercial entre as duas potências e o Brasil deveria ficar de fora para não sofrer retaliações. Infográfico explica o que é o 5G Fernanda Garrafiel/G1
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10/07 - Programa de preservação de empregos firmou acordo com 12 milhões de trabalhadores
Suspensão dos contratos de trabalho foram 5,4 milhões e redução de jornadas atingem quase 6,5 milhões. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho informou nesta sexta-feira (10) que 12,1 milhões de acordos foram firmados pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda desde o início da pandemia do novo coronavírus. A medida permite a empresários suspender o contrato ou reduzir a jornada de trabalho de funcionários em meio à crise. Bolsonaro sanciona lei que permite a redução da jornada de trabalho e de salários Jornada de trabalho: como fica com a nova MP? Para evitar demissões, o governo complementa a redução de salários com o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), calculado dentro de uma porcentagem do que o empregado receberia de seguro-desemprego relacionada à queda de renda. Segundo o Ministério da Economia, cerca de 5,4 milhões dos acordos dentro do programa correspondem à suspensão de contrato. Dentre as reduções previstas – de 25%, 50% e 75% das jornadas de trabalho –, 1,7 milhão foram reduzidos na primeira fatia, 2,2 milhões na segunda, e outros 2,5 milhões na terceira. Cerca de 170 mil acordos são referentes a trabalhadores intermitentes. A maior parte das alterações de contratos de trabalho está no setor no setor de serviços (5,5 milhões). Depois, vêm comércio (3 milhões) e indústria (2,8 milhões). Bolsonaro sanciona lei que permite a redução da jornada de trabalho e de salários Acompanhamento da medida Nesta sexta-feira, a Secretaria de Previdência inaugurou um painel de acompanhamento do BEm. A plataforma utiliza dados processados pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e será atualizada todas as quartas-feiras, no período da manhã. A ferramenta traz informações como o número de acordos realizados; o tipo de acordo e os períodos em que foram feitos; os Estados e municípios em que foram firmados e o perfil de beneficiários. “Cabe informar que o painel trará sempre uma extração de dados de um intervalo temporal e, sendo assim, os números apresentados não serão exatamente coincidentes com os exibidos pelo contador do BEm (empregômetro), que informa sobre os números dos acordos em tempo real”, diz a secretaria. * (com informações do jornal Valor Econômico)
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10/07 - SulAmérica conclui venda de operações para Allianz e recebe R$ 3,18 bilhões
Fim da operação transfere o controle e as operações das companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares entre as duas seguradoras. Sede da SulAmérica no Rio de Janeiro Divulgação/SulAmérica A SulAmérica divulgou fato relevante para informar a conclusão da venda das operações de seguro de automóveis e ramos elementares para a Allianz. A transação foi anunciada em 23 de agosto do ano passado e recebeu a autorização da Susep no fim de junho. Com a conclusão, a Allianz passa a deter e operar as companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares, que até a data estavam funcionando ainda dentro do grupo SulAmérica. Segundo o documento, “em contrapartida à aquisição, foi pago pelo Grupo Allianz, também nesta data, o preço ajustado de R$ 3,18 bilhões, considerando o patrimônio líquido total das companhias vendidas estimado para o fim de junho de 2020 em R$ 881 milhões, sujeito, ainda, a determinados ajustes residuais previstos no contrato”. Os recursos, conforme ressalta a SulAmérica, representará resultado não recorrente no lucro líquido da ordem de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre. O recebimento dos valores pagos pela Allianz vai adicionar de aproximadamente R$ 2,1 bilhões nas disponibilidades da companhia, após as liberações de capital regulatório e custos da transação de compra e venda. A SulAmérica acrescentou ainda que os recursos serão destinados ao pagamento da aquisição da Paraná Clínicas, à execução do plano de recompra de ações de até 5% das units em circulação, ao pagamento, junto com os resultados apurados do exercício 2020, dos dividendos mínimos sobre o ganho de capital líquido não recorrente, ao pagamento da 7ª emissão de debêntures com vencimento em dezembro de 2020 e reforço do capital de giro da Companhia durante a pandemia e investimentos no plano estratégico, além de constituição de reserva para futuras aquisições nos segmentos de saúde e odonto. Conforme o fato relevante, os resultados das operações desinvestidas irão ainda constar das demonstrações financeiras da companhia referentes ao segundo trimestre de 2020, como resultados de operação descontinuada.
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10/07 - Wall Street sobe com dados da Gilead compensando temores com coronavírus
Dados de um estudo sobre o remdesivir acalmaram os ânimos mesmo após os Estados Unidos registrarem a maior elevação em um único dia de novas infecções na quinta-feira. Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York REUTERS/Shannon Stapleton As ações dos Estados Unidos avançaram nesta sexta-feira (10) conforme uma análise positiva do medicamento antiviral da Gilead para tratar a Covid-19 acalmou as preocupações dos investidores com um aumento recorde de casos no país. O Dow Jones subiu 1,44%, para 26.075,3 pontos, o S&P 500 ganhou 1,05%, para 3.185,04 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,66%, para 10.617,44 pontos. O Nasdaq registrou sua sexta máxima recorde de fechamento em sete dias. Bovespa fecha em alta, acima dos 100 mil pontos Dólar fecha em queda nesta sexta, encerrando semana de instabilidade O índice financeiro do S&P 500 subiu 3,5%, liderando os ganhos entre os setores e dando ao S&P 500 o seu maior impulso. As ações do Bank of America Corp valorizaram-se 5,5%, o Citigroup Inc saltou 6,5% e o JPMorgan Chase & Co subiu 5,5% antes da divulgação dos seus resultados financeiros na próxima semana, que marcarão o início da temporada de balanços do segundo trimestre. Rob Haworth, estrategista sênior de investimentos do U.S. Bank Wealth Management em Seattle, disse que houve uma alternância "de vencedores para retardatários" nas operações desta sexta-feira, com a safra de balanços aproximando-se. Estados Unidos chegam à marca de três milhões de casos de Covid-19 Os EUA registraram a maior elevação em um único dia de novas infecções pela Covid-19 globalmente pelo segundo dia consecutivo na quinta-feira, forçando os norte-americanos a adotarem novas precauções. Vários Estados já recuaram dos planos de reabertura. O remdesivir da Gilead melhorou significativamente a recuperação clínica e reduziu o risco de morte em pacientes com Covid-19, mostraram dados adicionais de um estudo em estágio avançado. As ações da farmacêutica, que disse que a descoberta ainda exige confirmação em ensaios clínicos, subiram 2,2%. Subida nos EUA e Brasil em 'patamar alto': especialistas analisam a média móvel de mortes por Covid em 7 países "Isso meio que atenuou parte da preocupação que vem surgindo nos últimos dias com o aumento de casos do vírus nos Estados do sul", disse Charlie Ripley, estrategista sênior de investimentos da Allianz Investment Management em Minneapolis.
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10/07 - Ciclone causa perdas em até 95% das plantações de banana no Paraná, aponta boletim
Nos locais atingidos, de 50% a 100% das plantas foram derrubadas; agrônomo avalia que atividade levará cerca de um ano para se recuperar, com reflexos nos preços ao consumidor. Os bananais estavam se recuperando da forte estiagem que atingiu o Paraná e que havia debilitado as plantas Arnaldo Alves/Arquivo AEN Um ciclone extratropical que atingiu o Paraná em 30 de junho causou perdas em até 95% das plantações de banana no estado. Nos locais atingidos, de 50% a 100% das plantas foram derrubadas, provocando prejuízos imediatos aos produtores. Até então, a expectativa era de uma safra promissora, conforme avaliação que consta no boletim divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório do engenheiro agrônomo do Deral Paulo Andrade, que atividade levará cerca de um ano para se recuperar, com reflexos nos preços ao consumidor. O agrônomo explicou que os cachos estavam "engordando" para a colheita. Os bananais, segundo ele, estavam se recuperando da forte estiagem que atingiu o estado e que havia debilitado as plantas. Perdas também foram registradas desde o litoral norte do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina e chegando ao litoral sul de São Paulo. O relatório indica que a produção nacional para este ano estava estimada em 6,8 milhões de toneladas de banana colhidas em 458,9 hectares, conforme o IBGE. O Paraná é o 11º no ranqueamento, respondendo por 2,5% da produção nacional. Ainda de acordo com a análise do agrônomo, entre os atingidos no estado estão dois maiores produtores, que ficam em Guaratuba, no litoral, e em São José dos Pinhais, na região de Curitiba. Mesmo assim, no curto prazo a avaliação é de que aumente a oferta do produto, visto que os cachos com menores danos serão selecionados e irão ao mercado. O relatório também aponta que o prejuízo não se limitou às plantações, atingindo casas de embalagem, barracões de máquinas e equipamentos, e residências. "Ademais, a bananeira é caracterizada como cultivo perene, não possuindo cobertura do seguro rural, além de que parcela de pequenos produtores não acessam o crédito, ficando a descoberto frente a intempérie", diz trecho. O agrônomo afirma que há necessidade de prorrogação de créditos, tanto de custeio como de investimentos, e estudos sobre linhas emergenciais para os pequenos produtores. Estragos causados pelo ciclone O temporal de 30 de junho atingiu 14.392 pessoas em 70 cidades do o estado, de acordo com balanço da Defesa Civil. Foram identificados danos em 3.469 residências, e outras 18 casas foram destruídas. A Defesa Civil também informou que 11 pessoas ficaram feridas durante a chuva com ventos fortes. Em Palmeira, nos Campos Gerais, um idoso morreu após ser atingido por uma telha durante o vendaval. Em todo o estado, segundo o balanço oficial, 280 pessoas ficaram desalojadas, que é quando o morador precisa sair da casa, mas encontra abrigo com familiares ou amigos. Outras 20 pessoas ficaram desabrigadas, situação em que precisam de vagas em abrigos públicos. Ciclone bomba afeta clima no Sul e no Sudeste; veja 5 curiosidades sobre esse fenômeno Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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10/07 - Anac e ANP investigam suspeita de adulteração de gasolina de aviação
Gasolina adulterada pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível. Por causa do problema, pilotos estão se recusando a levantar voo. Anac investiga suspeita de adulteração de gasolina de aviação A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) investigam uma suspeita de adulteração de gasolina de aviação distribuída no Brasil. O combustível pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível e em peças de pequenas aeronaves, além de vazamentos. Atualmente, cerca de 12 mil aviões usam esse combustível para voos de táxi-aéreo, particulares ou de instrução. Por causa do combustível adulterado, muitos pilotos estão se negando a levantar voo. Os relatos sobre o possível combustível adulterado foram feitos no início desta semana por pilotos de diversos estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. A GloboNews apurou que fiscais da ANP estiveram no aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, na quinta-feira e coletaram amostrar para testes em laboratório. "Muitas aeronaves não estão apresentando esse problema. Não significa que elas estejam imunes", afirmou o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, Humberto Branco. "O que nós estamos orientando é que existe um indício grave de um problema. Se, de fato, esse problema existir, pode afetar a segurança de voo." Atualmente, 100% da gasolina de aviação distribuída no país é importada. A produção era nacional e feita pela Petrobras, mas foi interrompida em 2018 por causa de obras na planta da empresa em Cubatão, no litoral paulista. As obras, no entanto, estão atrasadas por causa da pandemia do coronavírus. A ANP e a Anac não fizeram uma interdição do combustível. As causas da suposta adulteração, a origem da gasolina e qual substância pode ter contaminado ainda não foram identificadas. Grupo de trabalho Em nota conjunta, a Anac e a ANP informaram que criaram um grupo de trabalho nesta sexta-feira (10) para apurar as denuncias sobre a qualidade da gasolina de aviação utilizada no Brasil. A nota diz que ainda que, desde quinta-feira (9), equipes de fiscalização da ANP estão verificando a qualidade do combustível verificado nos aeroportos. A Anac também emitiu um boletim aos operadores de aeronaves recomendando que, caso exista histórico ou evidência de contaminação, eles devem buscar uma oficina de manutenção credenciada para um avaliação. A Petrobras informou que os produtos comercializados pela companhia atendem plenamente aos requisitos de qualidade exigidos pela ANP. A estatal também se prontificou a colaborar e contribuir nas investigações. A empresa ainda afirmou que não é a única companhia importadora de combustível, mas que planeja a produção local da gasolina para aviões em outubro deste ano.
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10/07 - Índice de atividade econômica cresce 0,5% em maio, diz FGV
Resultado ainda é negativo quando colocado ao lado de queda de 9% no mês de abril. Mesas interditadas para manter distanciamento durante reabertura de bares e restaurantes em SP Marcelo Brandt/ G1 O Índice de Atividade Econômica da Fundação Getulio Vargas (IAE-FGV) mostra crescimento de 0,5% para o mês de maio, comparado a abril. Trata-se da primeira amostragem positiva desde o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira. O resultado de maio mostra uma leve recuperação do tombo do mês anterior, quando o indicador mostrou queda de 9%. Em março, quando começaram os primeiros efeitos das política de isolamento social, a redução havia sido de 4,9%. Em maio-junho, confiança empresarial recupera 61% das perdas do bimestre março-abril, diz FGV A comparação entre 2019 e 2020 dá mostras mais claras de como a atividade foi prejudicada pela pandemia. Comparado a maio de 2019, o IAE registra queda de 13%. A mesma redução se deu na comparação interanual para mês de abril. "As atividades industriais e de serviços seguem sendo as com os maiores impactos negativos, com quedas significativas, na análise interanual, embora sejam menores do que as registradas em abril", diz nota da FGV. "As quedas mais acentuadas na indústria total foram na transformação seguida da construção, e, nos serviços as maiores quedas foram no comércio, em outros serviços e nos transportes", afirma a instituição. Mesmo com liberação para abertura, bares no RJ ainda não se adaptaram às regras da covid Entre trimestres móveis, o IAE aponta retração de 10,3% no trimestre março, abril e maio em relação a dezembro, janeiro e fevereiro. Comparado com o mesmo trimestre de 2019, a queda é de 8,9%. O IAE é um indicador que, conforme explica a FGV, "antecipa a tendência da economia brasileira" por meio de pesquisas mensais de atividade divulgadas pelo IBGE: a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIMPF); Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
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10/07 - Exportação do agronegócio brasileiro chega a US$ 10 bilhões em junho e bate recorde para o mês
Valor é o maior para o período desde 1997 e representa um aumento de 24,5% em relação a junho de 2019. Exportação de soja Divulgação As exportações do agronegócio brasileiro chegou a US$ 10,17 bilhões em junho, o maior valor para o mês desde o início da série histórica em 1997, e um aumento de 24,5% em relação a junho de 2019. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (10). A soja continua sendo o principal produto responsável pelo aumento da exportação do setor. As vendas da oleaginosa subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019, para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, uma alta de 53,4% no período. Somente os embarques da soja em grãos chegou a 13,8 milhões de toneladas. A China foi o principal país responsável pela alta das vendas, ao adquirir 70% da soja brasileira em junho. Com isso, o agronegócio aumentou a sua participação no total das exportações brasileiras de 44,4%, em junho de 2019, para 56,8% em igual mês deste ano. Já as importações diminuíram de US$ 984,55 milhões (junho 2019) para US$ 826,28 milhões em junho de 2020 (-16,1%). Desta forma, o saldo da balança atingiu US$ 9,3 bilhões. Carnes As exportações de carnes foram de US$ 1,41 bilhão (4,5%). O volume vendido foi recorde para os meses de junho (626,5 mil toneladas). A carne bovina representou mais da metade do valor exportado de carnes, com registros de US$ 742,56 milhões. Tanto o valor mencionado como o volume (176,6 mil toneladas) foram recordes para os meses de junho. A carne suína também apresentou valor e volume recorde em vendas externas para o mês de junho. As exportações foram de US$ 196,86 milhões, com volume de 95 mil toneladas. Já as exportações de carne de frango foram de US$ 438,23 milhões (-32,1%), com queda de 13,6% no volume exportado e redução de 21,4% no preço médio de exportação. A China se destacou mais uma vez nas aquisições de carnes brasileiras, tendo importado metade da carne bovina e suína exportada pelo Brasil. A participação da China nas aquisições de carne de frango também foi relevante, chegando a 23,7% do total exportado. Álcool e açúcar O complexo sucroalcooleiro foi o setor que teve o maior aumento percentual das vendas, dentre os principais setores, elevando-se 74,5% na comparação entre junho de 2019 e junho de 2020, ao passar de US$ 536,12 milhões para US$ 935,37 milhões. As exportações de açúcar de cana representaram a maior parte do valor exportado pelo setor, com US$ 810,80 milhões (+80,4%) e quase 3 milhões de toneladas (+94,8%). O álcool também registrou elevação nas vendas externas, subindo de US$ 85,83 milhões (junho de 2019) para US$ 122,71 milhões exportados em junho deste ano. O crescimento das exportações brasileiras de cana de açúcar é explicado pela quebra das safras de cana de açúcar 2019/2020 na Índia e na Tailândia, que possibilitou a ampliação das exportações para diversos mercados. A Indonésia é um mercado que não importou nada de açúcar brasileiro em junho de 2019 e adquiriu US$ 86,78 milhões em junho.
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10/07 - Veja páginas removidas pelo Facebook por promoverem desinformação e que foram apontadas em investigação
Laboratório de pesquisa diz que elas foram criadas por funcionários de gabinetes da Presidência, dos filhos de Bolsonaro e de outros políticos do PSL. Segundo a rede social, responsáveis tentavam esconder identidade. O Facebook removeu na última quarta-feira (8) uma rede de contas e perfis falsos que, segundo a empresa, estava organizada para gerar desinformação e enganar usuários na plataforma e que eram ligadas a funcionários de gabinetes do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos dele, Flavio e Eduardo Bolsonaro, e de políticos do Partido Social Liberal (PSL), pelo qual o presidente foi eleito. Foram derrubados 87 perfis e páginas do Facebook e/ou do Instagram, além de um grupo do Facebook. A rede social, no entanto, não divulgou os nomes das páginas e contas removidas. Mas elas foram citadas em uma investigação feita pelo Laboratório de Pesquisa Forense Digital (DFRLab, na sigla em inglês). É um instituto associado à organização Atlantic Council, dos Estados Unidos, que, em 2018, iniciou uma parceria com o Facebook para avaliar grupos responsáveis por disseminar desinformação em eleições democráticas. Eles tiveram acesso a um total de 80 páginas e perfis antes que fossem removidos pelo Facebook. A partir desses canais, o laboratório traçou uma teia de relacionamento entre eles, que tem 91 pontos. Com base nesse relatório, o G1 constatou que 42 das páginas foram derrubadas (veja a lista abaixo). Além delas, a investigação cita outros 33 perfis e contas, muitos com nomes duplicados e semelhantes. O Facebook já havia afirmado que os responsáveis pelas páginas derrubadas tentaram esconder suas identidades. "Entre esses ativos estavam duplicatas e contas falsas que promoviam Bolsonaro e seus aliados em diversos grupos do Facebook, bem como páginas com centenas de milhares de seguidores, que publicavam memes pró-Bolsonaro e outros conteúdos depreciando seus críticos", afirmou o DFRLab em nota. Veja a lista das páginas removidas no Facebook, que constam do relatório do DFRLab e foram encontradas pelo G1, e o que a investigação apontou sobre elas: 20 Oprimir - página foi relacionada com outra também removida, chamada Nordestinos com Bolsonaro AlanaOpressora - página de apoio a Alana Passos (PSL-RJ), a deputada mulher mais votada no Rio de Janeiro nas eleições de 2018 Anticomunismo Brasil (Facebook) - mesmo logo que a conta no Instagram Bolsonaro 2026 - Algoritmo do Facebook sugeriu “Vanessa Navarro”, assessora do deputado Anderson Moraes, como página relacionada Bolsonaro News - página no Facebook da conta do Instagram criada por Tercio Arnaud, assessor da Presidência Bolsoneas (Facebook) - página de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos Cúpula Conservadora - página relacionada a evento que aconteceu em dezembro de 2018, em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores Extrema vergonha na cara - página era curtida por Tercio Arnaud, assessor da Presidência Jogo Político - página criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto Nordestinos com Bolsonaro 2018 - Algoritmo do Facebook sugeriu “20 Oprimir” como página relacionada Notícias de São Bernardo do Campo - Grupo do Facebook que foi excluído The Brazilian Post - Página de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, e Andre Benetti The Brazilian Post ABC - Página de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, e Andre Benetti Vim do Futuro pra Dizer que o Bolsonaro Virou Presidente - Página estava offline segundo o DFRLab Lista de contas removidas no Instagram, e o que a investigação apontou sobre elas: alanaopressora (Instagram) - conta de suporte à deputada Alana Passos anticomunismo_brasil (Instagram) - bio direciona para página no Facebook Arquivodoolavo - bio direciona para a página TV Anticomunismo Brasil Artilhariadobem - fazia menções aos deputados Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos Avozdopovonews - fazia comentários na página Artilharia do Bem, também excluída Bolsogordos - conta do Instagram que seguia Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) Bolsonarobravo - conta do Instagram que seguia as contas BolsonaroNews e Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, como página relacionada Bolsonaronewsss - página do Instagram registrada por Tercio Arnaud, assessor da Presidência Bolsonaroni - conta que promovia o deputado estadual Anderson Moraes e a página Ideologia Brasil bolsonaropr2022 (Instagram) - páginas no Facebook linkavam para esta conta no Instagram bolsonaroprnoplanalto - DFRLab não deu mais informações Bolsonarorepost - link na bio da página AliancapeloBrasilZN ia para esta conta Bolsoneas (Instagram) - página de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos Casalbolsonaro - links na bio direcionavam para a página Bolsonéas no Facebook Comomeudinheironao - conta do Instagram que seguia Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, como página relacionada Cupulaconservadora - conta no Instagram relacionada a evento que aconteceu em dezembro de 2018, em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores Didireita2018 - seguia a conta Bolsonaronewsss direitazonanorterj - era linkada pelas páginas AliançapeloBrasilZN e Arquivo do Olavo Fechadocombolsonar - sem informações dadas pelo DFRLab Gato_Fingido - seguia Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro Ideologiabrasil - conta de movimento que Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos, e o deputado Anderson Moraes afirmam fazer parte jogopoliticobr - conta criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto Passarinhovoou - DFRLab não deu informações porqueobolsonaro - Conta do Instagram que segue Bolsonaronewsss e Bolsonéas thebrazilianpost - Conta do Instagram de site criado por Paulo Chuchu e Andre Benetti Trumptrust9876 - DFRLab não deu informações tudoehbolsonaro - conta do Instagram que seguia Bolsonaronewsss tvanticomunismobrasil - conta do Instagram que tinha tags para Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, e a página Bolsonéas Além das páginas e do grupo citados acima, o DFRLab também identificou perfis falsos e contas homônimas que eram ligados a essa rede. Veja a lista dos perfis que foram apagados segundo a investigação do DFRLab: Aldous Müller Anderson LM Anderson Luis Eduardo Guimarães Fábio Muniz John Benetti John Bennet John Bennett John Bennett II John Bernardo Jonathan Benetti Jonathan Benetti Leo Leo Leonardo Barros Leonardo Barros Leonardo Neto Leonardo Rodrigues Luiza Lara Marcos Antonio Diniz Marta Silva Paulo Eduardo Rodrigo Weikert Tercio Arnaud Tomaz Vanessa Nascimento Vanessa Navarro Vanessa Navarro Vanessa Vanessa William Person kadu1975 (Instagram) paulochuchu (Instagram) vanessabolsonaro17 (Instagram) vanessannavarro (Instagram) vanessannavarro1108 (Instagram) A 'teia' O DRFLab também mencionou outros nomes e perfis que não foram removidos pelo Facebook, e páginas antigas, apagadas anteriomente. A conexão entre os perfis e as páginas (veja na ilustração abaixo) foi feita pelo laboratório observando os proprietários das contas, seus seguidores e padrão de curtidas entre eles. Rede que o DFRLab criou ao analisar as contas e páginas que foram removidas pelo Facebook. Reprodução/DFRLab De acordo com a investigação do DFRLab, algumas dessas contas eram criadas e mantidas por assessores de gabinetes da família Bolsonaro e dos deputados estaduais Alana Passos (PSL-RJ) e Anderson Moraes (PSL-RJ). Esses nomes foram citados pelo Facebook no anúncio de exclusão das páginas. O DFRLab identificou diversos perfis com nomes parecidos com os de assessores desses políticos, com abreviações ou mudanças de sobrenome. Foi o caso de Vanessa Navarro, funcionária do gabinete de Anderson Moraes, e de Leonardo Barros Neto, ex-assessor de Alana Passos. De acordo com o laboratório, os dois tinham "uma estratégia similar de contas falsas, e aparentam estar conectados a 13 contas que usavam variantes de seus nomes. Essas contas eram usadas para postar conteúdo pró-Bolsonaro em diferentes grupos de páginas". Tercio Arnaud Tomaz, outro nome citado como administrador de contas falsas, é assessor da Presidência da República e faria parte do chamado "gabinete do ódio". Ele também administrou as redes sociais de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Antes, trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no cargo de auxiliar de gabinete. Sua página no Facebook foi excluída. O DFRLab aponta que Tomaz era o responsável por "Bolsonaro Opressor 2.0", uma página já removida que publicava conteúdos a favor do presidente, fazia ataques a adversários políticos, como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e até ex-ministros do governo, como Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sergio Moro (Justiça), além de divulgar notícias falsas. A página tinha mais de 1 milhão de seguidores no Facebook. Ainda, Tomaz era responsável pela página "@bolsonaronewsss" no Instagram, também derrubada pelo Facebook. Embora o dono da página fosse anônimo, a informação de registro em seu código-fonte mostra que ela pertence a ele, segundo a investigação. Ela tinha 492 mil seguidores e um total de 11 mil publicações. Assessor de Bolsonaro é responsável por página derrubada pelo Facebook, diz investigação Outro nome que apareceu na apuração do DFRLab foi o de Eduardo Guimarães, assessor de Eduardo Bolsonaro. Ele já foi apontado pela CPMI das fake news como criador e administrador de páginas que faziam ataques contra adversários do presidente. Perfis pessoais dele foram apagados na última quarta. Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é o outro assessor de Eduardo Bolsonaro apontado na investigação como um dos principais operadores dessa rede que Facebook derrubou. PT diz que WhatsApp suspendeu contas de distribuição de mensagens do partido “Ele registrou, por exemplo, um site que era um site teoricamente de notícias independentes, mas que na verdade era pró-Bolsonaro. Ele é um dos coordenadores da Aliança, o partido que o Bolsonaro está tentando formar", afirmou Luiza Bandeira, chefe para a América Latina do DFRLab, ao Jornal Nacional na última quarta. "Ele é um dos coordenadores da Aliança em São Bernardo do Campo. Então, eles tinham um grupo no Facebook também, que faziam se passar por notícias independentes, por jornalismo independente, quando, na verdade, é um esforço de propaganda ligado, nesse caso, a um assessor do Eduardo Bolsonaro.” Ainda segundo o relatório do DFRLab, Jonathan William Benetti, assessor do deputado Coronel Nishikawa (PSL-SP) também fazia parte da rede. Aviso de página removida no Facebook que aparece em páginas listadas pelo DRFLab. Reprodução Como agiam A rede social já tinha informado que decidiu derrubar as contas, não com base no conteúdo que as elas compartilhavam, mas pelo comportamento e atividade conjunta que, segundo a investigação, visava enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo. Mensagens dessa rede de apoio com perfis falsos ligada ao presidente Jair Bolsonaro começaram a ser divulgadas antes da eleição presidencial de 2018. Contudo, se intensificaram muito no fim de 2019, quando foram feitos sistemáticos ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras autoridades classificadas como adversários políticos do presidente. Essa rede se manteve ativa mesmo depois da instalação da CPI das fake news e da abertura dos inquéritos pelo STF. Facebook remove rede de contas ligadas a gabinetes da família Bolsonaro e ao PSL “É uma rede antiga, tem páginas que são bem antigas, bem antes da eleição, mas a atividade principal que a gente vê delas foi no final de 2019, início de 2020. Então, tem muitas coisas relacionadas à Covid-19. Tem muitas coisas como eu falei sobre o Congresso, sobre o STF, o que está acontecendo no Brasil agora, então essa rede estava atuando com muita força agora até ela ser retirada do ar pelo Facebook”, destacou Luiza. "A gente vê, todo brasileiro sabe disso, a gente vê no WhatsApp, tem muitos ataques às pessoas, a gente vê no Twitter, então não é só isso, a informação está sempre conectada. Então, o que se estava tentando fazer ali era criar uma narrativa e uma ideia de que aquelas pessoas eram pessoas que deveriam ser desqualificadas por vários motivos distintos." O que é o DFRLab? O Laboratório de Pesquisa Forênsica Digital é um grupo de pesquisa independente que anunciou uma parceria com o Facebook em 2018 para investigar o papel das mídias sociais em eleições e tentativas de disseminação de desinformação política. O grupo é parte menor de uma entidade chamada Atlantic Council, um instituto político norte-americano bipartidário baseado na capital dos EUA, Washington. Esse instituto faz pesquisa em política internacional e assuntos econômicos, com foco na região do Atlântico. Desde o anúncio da parceria, o DFRLab trabalha com informações do Facebook sobre remoção de grupos coordenados, responsáveis por promover o que a rede social chama de “conteúdo inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo. O DFRLab afirma estar à frente de pesquisa em código aberto, com foco em governança, tecnologia, segurança e a interseção dessas áreas. “O DFRLab se mantém comprometido com identificar, expor e explicar a desinformação, onde e quando ela existir”, afirmou o Atlantic Council em comunicado que anunciou a parceria. Outro lado O G1 procurou as assessorias dos parlamentares citados pelo Facebook e os assessores Eduardo Guimarães, Jonathan William Benetti, Leonardo Barros Neto, Paulo Eduardo Lopes, Tercio Arnaud Tomaz, Vanessa Navarro, além da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), órgão da Presidência da República. Veja abaixo as respostas recebidas até a última atualização desta reportagem. Nota do PSL "A respeito da informação que trata da suspensão de contas do Facebook de alguns políticos no Brasil, não é verdadeira a informação de que sejam contas relacionadas a assessores do PSL, e sim de assessores parlamentares dos respectivos gabinetes, sob responsabilidade direta de cada parlamentar, não havendo qualquer relação com o partido. Ainda, o partido esclarece que os políticos citados, na prática, já se afastaram do PSL há alguns meses com a intenção de criar um outro partido, inclusive, tendo muitos deles sido suspensos por infidelidade partidária. Ainda, tem sido o próprio PSL um dos principais alvos de fake news proferidos por este grupo." Nota da assessoria do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) "O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde se sabe, todos eles são livres e independentes. Pelo relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura. Julgamentos que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas." Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP) Em uma rede social, o deputado Eduardo Bolsonaro escreveu que, mesmo sem definição do que seja crime de ódio, a rede de Mark Zuckerberg excluiu diversos perfis conservadores no Facebook e no Instagram. Nota da assessoria da deputada estadual Alana Passos (PSL-RJ), citando o ex-assessor Leonardo Barros Neto: "O Leonardo (Barros Neto) não é mais funcionário do gabinete desde abril deste ano, quando pediu exoneração para investir em projetos pessoais. No período em que esteve na equipe, me acompanhou em agendas internas e externas (fazendo a cobertura de minha participação em eventos, inclusive nas unidades militares) para produzir fotos e vídeos. Além de editá-los, também era responsável pelas artes gráficas para as minhas redes sociais, que são devidamente verificadas. Cumpria suas funções com excelência e profissionalismo, respeitando todos os horários estabelecidos. Eu não acompanhava postagens fora das minhas redes e não posso responder pelo que ele publicava nos seus perfis pessoais, mas considero a ação do Facebook arbitrária, num nítido cerceamento da liberdade de expressão. Foi uma ação direcionada somente às páginas de grupos ou pessoas ligadas à aliados ao Presidente Bolsonaro e com grande número de seguidores. Os movimentos ligados à esquerda continuam podendo postar livremente, até mesmo expressando o ódio mais veemente e radical, sem que recebam o mesmo tratamento por parte do Facebook." Nota da assessoria do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ) "Tenho um perfil verificado, que não sofreu bloqueio ou qualquer aviso de ter violado qualquer regra da rede. Mas excluíram a conta de uma pessoa que trabalha no gabinete, uma pessoa com perfil real, não é falsa. A remoção da conta foi absurda e arbitrária, porque postava de acordo com ideologia e aquilo que acreditava. O Facebook em nenhum momento apontou o que estava em desacordo com as regras. Qual motivo excluíram? Falam em disseminação de ódio, mas será que também vão deletar perfis de quem desejou a morte do presidente? O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio nas redes sociais, perfis livres. Querem tolher a principal ferramenta da direita de fazer política. Estão atentando contra a liberdade de expressão e isso contraria princípios democráticos." Nota da assessoria do deputado Coronel Nishikawa (PSL-SP), que também cita Jonathan Benetti, funcionário de seu gabinete: "Segundo noticiado pela imprensa o funcionário do gabinete Jonathan William Benetti teria contas canceladas ou suspensas pelo Facebook por postagens nas redes sociais com violações e discursos de ódio. Cumpre esclarecer que Jonathan William Benetti é funcionário do meu gabinete desde 18/03/2019 e que, quando perguntado do ocorrido, informou que sua conta pessoal na rede social foi bloqueada sem saber o motivo. Pauto meu mandato com lisura e honestidade, jamais compactuaria com tais práticas de disseminação de ódio ou Fake News, por isso, apesar de não ter controle sobre as redes sociais particulares dos funcionários, decidi retirar deste funcionário a administração de minhas redes sociais institucionais até que os fatos sejam apurados. Fico à disposição para qualquer esclarecimento adicional e continuo servindo a população do meu Estado de São Paulo referente ao mandato de Deputado Estadual que me foi confiado." Vanessa Navarro, funcionária do gabinete do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ) Vanessa disse ao G1 que "tinha uma conta pessoal no Facebook, uma no Instagram e outra no Twitter, e ambas foram banidas". Segundo ela, não houve uma explicação do Facebook. "Informaram que, por segurança, não poderiam fornecer maiores informações e não me deram opção de recorrer." "Infelizmente de forma injusta, deletaram toda uma luta, e a minha história. Tinham fotos minhas, da minha família, meu pedido de noivado, tudo isso apagado", afirmou. "Injustamente, nunca publiquei mentiras, minhas postagens eram sobre notícias do governo e minhas opiniões pessoais, ultimamente eu postava muitas frases para motivar que as pessoas não desistissem de lutar pelo País e que confiassem no Presidente, nada além disso." "Não obtive nenhuma resposta da rede quanto ao que estão alegando", disse. "Eu não tinha essas contas, estou aguardando ainda eles me informarem o porquê de deletarem minha conta".
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10/07 - Bolsonaro nomeia indicados de Weintraub no CNE e abre espaço para nome político no MEC
O presidente Jair Bolsonaro nomeou para o Conselho Nacional da Educação (CNE) indicados pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e, assim, abriu caminho para entregar o comando do Ministério da Educação a um nome politico, que agrade aliados no Congresso Nacional. A informação foi confirmada por assessores do presidente. A escolha do novo ministro está no centro de uma disputa que já dura semanas, desde a saída de Carlos Alberto Decotelli, que não chegou a tomar posse. Os nomes indicados por Weintraub, quase todos aprovados por Bolsonaro, agradam a ala ideológica que apoia o presidente. São perfis conservadores, do movimento Escola Sem Partido, nomes próximos do escritor Olavo de Carvalho ou que defendem a ampliação do ensino a distância. O presidente deve definir entre esta sexta-feira (10) e os próximos dias o nome do novo ministro. Entre os mais cotados, estão dois com apoio do chamado Centrão: o ex-deputado Alex Canziani e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Nomes de perfil conservador, mais alinhados à ala ideológica, não estão descartados. Mas Bolsonaro tem sinalizado que prefere alguém de fora desse grupo, porque não quer mais polêmicas em torno do Ministério da Educação. O CNE é um órgão de assessoramento do Ministério da Educação (MEC), responsável por propor políticas públicas na educação. Os pareceres do conselho são submetidos ao ministro, que pode aprovar ou vetar parte das orientações. Ao todo são 24 membros, com mandato de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais dois. O conselho está envolvido em decisões importantes, como volta às aulas presenciais e a reorganização do calendário escolar. Bolsonaro nomeia 12 novos representantes para o Conselho Nacional de Educação Nomeações para o conselho Os novos integrantes do CNE foram nomeados em decreto assinado por Bolsonaro e publicado no "Diário Oficial da União" nesta sexta. Foram reconduzidos ao cargo os presidentes da Câmara de Educação Básica, Sueli Menezes, e da Câmara de Educação Superior, Luiz Roberto Curi. Entre os 11 novos nomes, não há nenhum representante do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Em nota conjunta, as entidades afirmaram que repudiam "os critérios utilizados pelo Governo Federal para a nova composição do CNE." "Ignorar as indicações das instituições responsáveis pela gestão dos sistemas públicos de educação e desconsiderar as representações de 27 redes estaduais e 5.568 redes municipais vai na contramão da instituição do Sistema Nacional de Educação", afirmam, em nota. Entre os novos integrantes está Aristides Cimadon, um dos cotados para ser ministro, que passa a integrar a Câmara de Educação Superior. Também passa a fazer parte do CNE o ex-chefe de gabinete de Ricardo Vélez, Tiago Tondinelli.
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10/07 - Mercado acionário europeu fecha em alta e interrompe três dias de perdas
Indicadores positivos da indústria da Itália e da França levantaram esperanças de uma recuperação econômica. Os índices acionários europeus avançaram nesta sexta-feira (10) após dados positivos da indústria da Itália e da França levantarem esperanças de uma recuperação econômica, embora os ganhos tenham sido limitados pelo aumento de casos de coronavírus em todo o mundo. Interrompendo três dias de perdas, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,9%, com as ações italianas saltando 1,3%. As ações de Milão foram sustentadas pela alta de 42,1% na produção industrial italiana em maio sobre o mês anterior, quase o dobro do que os economistas previam. "A última série de dados é um pouco confortante", disse Paolo Pizzoli, economista sênior do ING. "Tanto os dados de produção quanto vendas no varejo de maio mostraram que a reabertura após as severas restrições foi rápida. Isso deve, em princípio, reduzir o risco de uma contração extrema do PIB no segundo trimestre." O índice francês CAC 40 subiu pela primeira vez em quatro sessões depois que a produção nas fábricas, minas e usinas de tratamento de água da França saltou 19,6% em maio, taxa sem precedentes. O STOXX 600 ganhou apenas 0,4% esta semana pressionado por temores de mais fechamentos de empresas, particularmente nos EUA, onde mais de 60 mil novos casos de infecções pelo coronavírus foram informados na quinta-feira. Estados Unidos chegam à marca de três milhões de casos de Covid-19 Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,76%, a 6.095 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,15%, a 12.633 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,01%, a 4.970 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,34%, a 19.767 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,16%, a 7.321 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,77%, a 4.464 pontos.
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10/07 - Trump diz não estar pensando em Fase 2 do acordo comercial com a China
Relação com a China foi severamente danificada, diz presidente norte-americano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que não está pensando no momento em negociar a Fase 2 do acordo comercial com a China no momento em que as relações entre os dois países piora devido à pandemia de coronavírus e outras questões. O presidente dos EUA Donald Trump durante o evento 'Diálogo nacional sobre reabertura segura das escolas americanas' na Casa Branca, em Washington, nesta terça-feira (7) Alex Brandon/AP Questionado por repórteres a bordo do Air Force One sobre a possibilidade de uma segunda fase do acordo comercial após a implementação da Fase 1 este ano, Trump disse: "não penso nisso agora", acrescentando que tem muitas outras coisas na cabeça; "A relação com a China foi severamente danificada. Eles poderiam ter impedido essa praga, poderiam ter parado ela. Não pararam", completou.
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10/07 - Após abuso de hackers, Mozilla suspende serviço de compartilhamento de arquivos Firefox Send
Medida é temporária. Hackers se aproveitaram dos recursos de privacidade para ocultar rastros de ataques. Mensagem avisa sobre suspensão temporária do Firefox Send. Reprodução A Mozilla, mais conhecida como responsável pelo navegador Firefox, suspendeu temporariamente o funcionamento do Firefox Send, um serviço criado em 2017 para facilitar o compartilhamento de arquivos grandes entre duas pessoas. De acordo com o site "ZDNet", a organização pretende aprimorar recursos para coibir o abuso da ferramenta por parte de criminosos. O Firefox Send se diferencia das soluções de armazenamento em nuvem, como Google Drive, Dropbox ou Mega, porque armazena arquivos por no máximo 24 horas. Se o arquivo for baixado, ele é apagado ainda antes desse prazo. Dessa forma, o Firefox Send elimina o risco de arquivos compartilhados por engano ou de links "esquecidos" na web. Ele serve apenas para enviar arquivos grandes de uma pessoa para outra, substituindo anexos de e-mail, por exemplo. O conteúdo é criptografado já durante o envio – mesmo que os servidores da Mozilla fossem invadidos por hackers, eles não teriam acesso aos arquivos. Apesar do nome, não é preciso ser usuário do navegador Firefox para utilizar o Firefox Send. O serviço não exigia nem o cadastramento de uma conta Firefox. Embora o Firefox Send tenha protegido os dados dos usuários e evitado ataques de hackers, criminosos ficaram interessados em usar a ferramenta para despistar profissionais de segurança. Pelo menos desde o ano passado, diversos arquivos maliciosos foram enviados ao Firefox Send, principalmente para ampliar as capacidades de invasões que já estavam em andamento. Como os arquivos são apagados logo após o download, especialistas têm encontrado dificuldades para seguir o rastro de hackers que enviam programas de ataque para o Firefox Send. As ferramentas de segurança usadas por empresas normalmente também não bloqueiam esses downloads, porque enxergam o site como legítimo. O prazo de 24 horas, a utilização sem cadastro e a ausência de uma opção para denunciar abuso têm tornado pouco eficaz as tentativas de derrubar os arquivos maliciosos enviados ao serviço. De acordo com a Mozilla, um dos aprimoramentos planejados é a inclusão de um link para realizar essas denúncias. No entanto, é possível que a organização tenha de repensar o funcionamento do Firefox Send para que hackers percam o interesse no serviço. Não foi informado um prazo para que o Firefox Send volte ao ar. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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10/07 - Financiamentos de veículos caem 20% no 1º semestre de 2020
De acordo com a B3, o último mês teve crescimento de 44% em relação a maio, mas foi o pior junho desde 2016. Loja de carros usados em São Paulo Fábio Tito/G1 Os financiamentos de veículos novos e usados caíram 20% no Brasil em 2020, quando comparados com o mesmo período de 2019. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela B3, a bolsa de valores brasileira. De janeiro a junho deste ano, foram financiados 2,29 milhões de veículos leves, pesados e motos, contra 2,87 milhões do acumulado do ano passado. Emplacamento de veículos tem queda de 38% no 1º semestre Considerando apenas junho, que teve 385.774 financiamentos e foi o pior resultado do mês desde 2016, a queda em relação ao mesmo período de 2019, com 452.499, foi de 14,7%. Na comparação com maio, com 268.057 unidades, houve crescimento de 43,9%, indicando uma recuperação. Pesados tiveram melhores resultados Os veículos pesados tiveram os melhores resultados entre as categorias divulgadas pela B3, com crescimento entre todas as comparações. Em relação a junho do ano passado, eles cresceram 6,1% e, em relação a maio, 37,6%. Os números refletem os bons resultados do segmento também na produção brasileira, divulgada pela Anfavea. Motos e automóveis tiveram bons efeitos especialmente comparando maio e junho, puxados por negociações em veículos novos. Os primeiros viram os financiamentos subirem 48,2% e, os segundos, 43,8%. Modalidades e prazo médio Segundo a B3, o número de automóveis usados de 9 a 11 anos (chamados de "maduros") aumentou em relação a 2019, passando à frente dos usados de até 3 anos (seminovos) e ficando em terceiro lugar. Assim como no ano passado, os modelos de 4 a 8 anos de uso (usados "jovens) permanecem em primeiro lugar, seguidos dos zero quilômetro. Já o prazo médio dos financiamentos passou de 42,7 meses em junho de 2019 para 44 meses no mesmo mês de 2020. O prazo para carros novos, usados "jovens" e "maduros" cresceu, enquanto os seminovos e os "velhinhos" (com mais de 12 anos de uso) tiveram queda.
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10/07 - Pessimismo do empresário da indústria cai pelo 3º mês seguido, aponta CNI
Índice de Confiança subiu 6,4 pontos em julho, alimentado expectativas de recuperação da economia após queda histórica com pandemia. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) melhorou, em julho, pelo terceiro mês consecutivo, após queda histórica em abril deste ano em virtude do auge da crise para o setor produtivo diante dos problemas com doenças de coronavírus. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Icei subiu 6,4 pontos para 47,6 pontos. Apesar da elevação, ainda situa-se abaixo da linha de 50 pontos, o que nessa pesquisa, aponta pessimismo. De acordo com a CNI, o Icei se recuperou principalmente devido às expectativas para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas subiu 6,2 pontos e alcançou 54,1 pontos. Já a situação econômica atual, de acordo com a percepção dos empresários industriais, continua pior que a dos últimos seis meses. O Índice de Condições Atuais chegou a 34,5 pontos. A alta de 6,8 pontos ante a última pesquisa mostra uma percepção menos negativa com o cenário atual dos negócios. “O início da reabertura das atividades econômicas na maioria das cidades brasileiras tem alimentado as expectativas de recuperação da economia, embora a atividade industrial continue desacelerada”, afirmou o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca. CNI: 57% das empresas exportadoras relatam queda nas vendas durante a pandemia
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10/07 - FMI adverte que cortar o gasto público muito rápido pode prejudicar a recuperação
Fundo alerta sobre obstáculos para impedir um colapso da economia em consequência da pandemia, especialmente se acontecer uma segunda onda de contágios. Logo do FMI em Washington, EUA Reuters/Yuri Gripas A dívida pública global vai atingir o máximo histórico em 2020 devido aos esforços dos governos para impedir um colapso da economia em consequência da pandemia de coronavírus, mas o FMI adverte que cortar o gasto público muito rápido pode prejudicar a recuperação. Gita Gopinath, economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Vitor Gaspar, diretor do Departamento de Finança Públicas, alertaram que será necessário que os gastos públicos continuem "como apoio e que sejam flexíveis até que uma saída duradoura da crise seja garantida". Apesar das taxas de juros em um nível mínimo em todo o mundo, a dívida pública atingirá em 2020 um recorde histórico e vai ultrapassar o tamanho da economia global, enquanto o déficit dos Estados deve ser cinco vezes maior do que o que era calculado para o ano antes da pandemia. A crise de saúde e o confinamento para conter um vírus, para o qual não existe vacina, demandaram uma "imensa resposta fiscal", próxima dos US$ 11 trilhões para ajudar as famílias e impedir a falência de empresas. "Mas as políticas de resposta contribuíram para que a dívida global alcance o nível máximo na história e supere 100% do PIB global", destacam os especialistas do FMI. E ambos alertam: "Ainda não estamos fora de perigo". A instituição multilateral com sede em Washington, que historicamente defende os cortes dos gastos públicos, está em uma posição pouco habitual de pedir aos governos para dar liquidez à economia e, ao mesmo tempo, advertir sobre os obstáculos que restam pelo caminho, especialmente se acontecer uma segunda onda de contágios. "Embora a trajetória da dívida possa continuar aumentando (...) uma redução da presença fiscal mais cedo do que o justificado representa um risco ainda maior para a recuperação, com custos fiscais mais elevados no futuro", acrescentam os economistas. FMI prevê queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano Governo prevê encerrar 2020 com rombo de R$ 828,6 bilhões nas contas públicas Economia global deve encolher 4,9%, diz FMI
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10/07 - Preço de passagens aéreas caiu 26,01% em junho; veja itens que mais subiram e mais caíram no mês
Maiores altas foram registradas nos preços da abobrinha (15,66%) e da manga (13,83%). Depois de dois meses de deflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar positivo em junho, com taxa de 0,26%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Os alimentos ficaram entre as maiores altas no mês, enquanto as passagens aéreas tiveram a queda mais acentuada, de 26,01%. O IBGE destaca que, ao contrário dos outros itens, a coleta de preços das passagens aéreas é realizada dois meses antes. Ou seja, a queda de 26,01% ocorreu nos preços praticados em abril. Inflação: Preços sobem 0,26% no mês de junho Veja abaixo os itens que mais caíram - e os que mais subiram no mês. Maiores quedas no mês: Passagem aérea:-26,01% Tomate: -15,04% Transporte por aplicativo: -13,95% Cenoura: -8,88% Repolho: -4,76% Laranja-pera: -4,57% Laranja-lima: -4,45% Couve-flor: -4,22% Banana-d'água: -4,16% Banana-prata: -3,79% Mudança: -3,73% Conserto de televisor: -3,61% Perfume -3,52% Laranja - baía: -3,41% Doce de frutas em pasta: -3,35% Brinquedo: -3,29% Peixe-sardinha: -3,26% Mandioca (aipim): -3,02% Goiaba: -2,76% Couve: -2,65% Abacaxi: -2,27% Seguro voluntário de veículo: -2,25% Bijuteria: -2,23% Móvel para copa e cozinha: -2,12% Café solúvel: -1,94% Móvel para sala: -1,94% Alface: -1,79% Limpador multiuso: -1,79% Blusa: -1,72% Inhame: -1,65% Maiores altas no mês Abobrinha: 15,66% Manga: 13,83% Banana-da-terra: 12,36% Pepino: 10,81% Fígado: 9,58% Pimentão: 9,01% Limão: 8,7% Feijão-mulatinho: 7,1% Feijão-preto: 6,75% Banana-maçã: 6,02% Melancia: 5,76% Etanol: 5,74% Flores naturais: 5,08% Feijão-carioca (rajado): 4,96% Computador pessoal: 4,53% Pera: 4,31% Videogame (console): 3,78% Peixe-serra: 3,68% Televisor: 3,38% Refrigerador: 3,37% Fogão: 3,27% Gasolina: 3,24% Máquina de lavar roupa: 2,99% Revista: 2,96% Feijão-macáçar (fradinho): 2,88% Alcatra: 2,84% Carne-seca e de sol: 2,82% Melão: 2,8% Arroz: 2,74% Produto farmacêutico dermatológico: 2,64% Pesquisa remota Para o cálculo do IPCA de junho, foram comparados os preços coletados no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (base). "Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail", esclareceu o IBGE.
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10/07 - Bovespa fecha em alta, acima dos 100 mil pontos
Nesta sexta, o ganho de 0,88% fez o índice fechar o pregão acima da marca pela primeira vez desde 5 de março. Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira Amanda Perobelli/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta sexta-feira (10), acima dos 100 mil pontos. O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 0,88%, a 100.031 pontos. Veja mais cotações. A última vez que o índice fechou o dia acima deste patamar foi em 5 de março aos 102.223 pontos. Naquele momento, desenhava-se a curva de queda pela sequência de circuit breakers causados pela pandemia do novo coronavírus. Com o fechamento desta sexta, a bolsa garantiu mais um ganho semanal, mesmo com investidores ainda atentos ao avanço dos casos de Covid-19 ao redor do mundo, bem como potenciais reflexos no ritmo de recuperação das economias. Na quinta, a bolsa chegou a alcançar os 100 mil pontos durante o dia, mas perdeu fôlego e terminou o dia em queda de 0,61%. A semana registrou alta de 3,38%. No mês, a bolsa acumula alta de 5,23%; no ano, a perda é de 13,5%. Inflação: Preços sobem 0,26% no mês de junho Análise Na visão do BTG Pactual digital, o viés mais negativo no exterior reflete a preocupação dos investidores com o avanço dos casos de coronavírus e com o consequente ritmo de recuperação da economia, conforme publicado em sua conta no Twitter. Por aqui, os mercados também avaliam uma série de dados divulgados mais cedo pelo IBGE. Depois de dois meses de deflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,26% em junho. Os serviços, por sua vez, tiveram a quarta contração consecutiva, encolhendo 0,9% em maio. No lado positivo, a Pnad Covid-19 apontou a primeira queda no desemprego após quatro semanas de piora no indicador. Investidores também aguardam o começo da temporada da balanços no Brasil neste mês, que deve mostrar o efeito do período mais agudo da crise provocada pelo coronavírus. Cenário externo Os índices acionários da China encerraram em baixa nesta sexta-feira pela primeira vez desde 29 de junho, depois que os fundos estatais do país anunciaram cortes de participações em empresas e com sinais de renovadas tensões com os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,81%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,95%. O índice de start-ups Chinext avançou 0,75%. Na Europa, os índices acionários avançaram após dados positivos da indústria da Itália e da França levantarem esperanças de uma recuperação econômica, embora os ganhos tenham sido limitados pelo aumento de casos de coronavírus em todo o mundo. Interrompendo três dias de perdas, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,9%. O índice francês CAC 40 subiu pela primeira vez em quatro sessões depois que a produção nas fábricas, minas e usinas de tratamento de água da França saltou 19,6% em maio, taxa sem precedentes. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia
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10/07 - Dólar fecha em queda nesta sexta, encerrando semana de instabilidade
Moeda norte-americana recuou 0,35%, a R$ 5,3208. Na semana, no entanto, dólar registrou leve alta de 0,05%. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (10), em mais uma sessão de sobe e desce, com a cautela dando o tom dos mercados em meio a números recordes de casos de Covid-19 nos Estados Unidos. A moeda norte-americana recuou 0,35%, vendida a R$ 5,3208. Na mínima da sessão, foi a R$ 5,3138 e, na máxima, chegou a R$ 5,3942. Veja mais cotações. Na semana, o dólar subiu 0,05%. Na parcial do mês, o dólar acumula baixa de 2,18%. No ano, tem alta de 32,69%. Cenário local e externo Na cena externa, a cautela prevaleceu mais uma vez nos mercados nesta sexta, após o aumento recorde nos casos de coronavírus nos EUA ter levantado temores de outro impacto às empresas, com vários Estados adiando o relaxamento das restrições. Mais de 60.500 novas infecções por coronavírus foram relatadas nos Estados Unidos na quinta-feira, a maior contagem de casos em um único dia em qualquer país desde que o vírus surgiu no final do ano passado na China. E no Brasil a pandemia também segue resiliente. Foram mais 1.220 mortes informadas na véspera, com o número agregado passando de 69 mil. "Frente ao aumento dos riscos do cenário, investidores optam por manter posições mais cautelosas", disse em nota Alejandro Ortiz Cruceno, da equipe econômica da Guide Investimentos e chamando atenção para a queda nos yields dos Treasuries e alta do ouro, ativos demandados em tempos de incerteza. Por aqui, os mercados também avaliam uma série de dados divulgados pelo IBGE. Depois de dois meses de deflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,26% em junho. Os serviços, por sua vez, tiveram a quarta contração consecutiva, encolhendo 0,9% em maio. No lado positivo, a Pnad Covid-19 apontou a primeira queda no desemprego após quatro semanas de piora no indicador. Indicadores econômicos de maio e junho indicaram uma reação da economia e sinalizaram que o pior da crise pode ter ficado para trás, mas economistas alertam para incertezas ainda elevadas e riscos de piora fiscal e descontrole do coronavírus. Variação do dólar em 2020 Economia G1
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10/07 - Desemprego tem 1ª queda após quatro semanas consecutivas de alta diante da pandemia, aponta IBGE
Entre a segunda e a terceira semana de junho, caiu em 100 mil o número de desempregados no país. Retomada de atividades econômicas a partir de junho garantiu a volta de muitos trabalhadores a seus postos de trabalho Marina Demori/TV Anhanguera Após quatro semanas consecutivas de alta, o desemprego diante da pandemia do novo coronavírus teve a sua primeira queda. É o que aponta o levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, 11.753 milhões de pessoas estavam desempregadas na terceira semana de junho, 100 mil a menos que na semana anterior. Na comparação com a primeira semana de maio, no entanto, houve uma alta de aproximadamente 2 milhões de desempregados no país. Número de desempregados na pandemia do coronavírus teve a primeira queda após 4 semanas seguidas de alta Economia/G1 O levantamento foi feito entre os dias 14 e 20 de junho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil. Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas. Na última divulgação, a Pnad Contínua mostrou que, entre abril e maio, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no Brasil, chegando 12,7 milhões o número de desempregados no país. Os dados de junho serão divulgados pelo IBGE no dia 27 de julho. Pandemia gera crise global no mercado de trabalho Informalidade tem nova queda A informalidade, que vinha segurando a ocupação no mercado de trabalho brasileiro, teve queda pela segunda semana seguida. De acordo com a pesquisa, 28,4 milhões de brasileiros trabalhavam informalmente na terceira semana de junho - cerca de 800 mil a menos que na semana anterior. O IBGE considera como trabalhador informal aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes. A da taxa de informalidade caiu de 35% para 33,9% entre a segunda e a terceira semana de junho, o que o IBGE considera como estabilidade do indicador. Afastamentos do trabalho seguem em queda A pesquisa mostrou que se manteve em queda o número de trabalhadores afastados do local de trabalho devido ao isolamento social. Na terceira semana de junho 11,1 milhões estavam afastados - cerca de 1,3 milhão a menos que na semana anterior - o que corresponde a 13,3% da população ocupada no país naquela semana. Afastamentos do trabalho por causa do isolamento social têm queda semanalmente, segundo o IBGE Economia/G1 "Esse movimento se repete na terceira semana de junho em relação à segunda semana, indicando uma continuação do retorno dessas pessoas às suas atividades de trabalho”, apontou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira. Na primeira semana de maio, chegava a 16,6 milhões estavam afastadas temporariamente do trabalho, o que representava 19,8% da população ocupada à época.
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10/07 - Setor de serviços recua 0,9% em maio e tem 4ª queda consecutiva com pandemia
Setor passa a acumular perda de 19,7% em 4 meses, mostra IBGE. Na comparação com maio do ano passado, houve queda recorde de 19,5%. Serviços de informação e comunicação e de profissionais, administrativos e complementares foram os destaques de queda em maio, segundo o IBGE Reprodução/TV Globo Após tombo recorde em abril, o volume de serviços prestados no Brasil registrou queda de 0,9% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a quarta queda mensal consecutiva do setor, que passa a acumular uma perda de 19,7% em meio à crise do coronavírus, embora os efeitos da pandemia só tenham sido evidenciados a partir do final de março, pesando sobre uma atividade que já vinha mostrando dificuldades em engrenar uma recuperação. “Essa taxa de -0,9% mostra um aprofundamento de um cenário que já era muito desfavorável para o setor de serviços. Ter um resultado ainda negativo quando a comparação é feita com abril, mês que tivemos o pior resultado da série histórica (-11,9%), é bastante significativo”, afirmou o gerente da pesquisa Rodrigo Lobo. O IBGE também revisou o resultado de abril para um tombo de 11,9%, ante leitura inicial de queda de 11,7%. Veja gráfico abaixo: Volume de serviços mês a mês Economia G1 Na comparação com maio do ano passado, a queda foi de 19,5%, a terceira taxa negativa consecutiva e o maior tombo desde o início da série histórica, em janeiro de 2012, evidenciando que o setor segue como um dos mais afetados pela pandemia e com pior desempenho em 2020. O resultado contrariou as expectativas. As projeções em pesquisa da Reuters eram de alta de 5,2% no mês e de contração de 14,3% no ano. "Essa crise provocada pelo fechamento das empresas transborda agora para os serviços de empresas prestados às empresas. Mesmo que a gente tenha observado taxas positivas para os serviços prestados às famílias e nos serviços de transportes, elas foram insuficientes não só para eliminar as perdas acumuladas em março e abril, como para colocar o setor no campo positivo", destacou o pesquisador. 'Vale ficou ainda mais profundo' Com mais uma queda em maio, o volume de serviços no país ficou 27,9% abaixo do pico histórico, "indicando que o vale ficou ainda mais profundo", uma vez que, em abril, essa distância era de 27%, destacou Lobo. No acumulado no ano, o setor de serviços tem queda de 7,6% e, nos últimos 12 meses, perda de 2,7%. O IBGE também informou que a receita nominal de serviços (que não desconta a inflação) recuou 0,7% em maio, frente ao mês imediatamente anterior. Quando comparado ao mesmo mês de 2019, houve queda de 18,8%. No ano, acumula baixa de 6% e, em 12 meses, tem perda de 0,1%. Isolamento De acordo com Lobo, o afrouxamento das medidas de isolamento social não será suficiente para o setor de serviços no país recuperar-se, uma vez que a crise provocou fechamento de negócios e reduziu a demanda entre empresas no país. “Há atividades com bastante peso dentro dos serviços que não dependem apenas de uma liberalização da quarentena para retornarem. Dependem de um grau de confiança maior e um maior fluxo de negócios”, disse o pesquisador. “A volta do setor vai ter algum grau de novos protocolos, pessoas perderão emprego. Então, a retomada do setor de serviços tem caráter problemático”. O que mais pesou no resultado O recuo de 0,9% no volume de serviços, na passagem de abril para maio, foi acompanhado por 3 das 5 atividades pesquisadas pelo IBGE, com destaque para os setores de serviços de informação e comunicação (-2,5%), que acumula perda de 8,9% nos primeiros cinco meses do ano, e de profissionais, administrativos e complementares (-3,6%), que registrou queda de 20,6% nos últimos oito meses. "São segmentos que dependem de uma dinâmica econômica ativa. Antes, havíamos sentido o impacto da crise principalmente nos serviços prestados às famílias, agora os serviços prestados por empresas para outras empresas começam a sentir efeitos importantes”, destacou Lobo. Já entre as altas, os serviços prestados às famílias avançaram 14,9%, recuperando apenas pequena parte da perda acumulada de 62,7% nos três meses anteriores. Os serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram alta de 4,6%, após acumular retração de 25% entre março e abril. Veja a variação do volume de serviços em maio, por atividade e subgrupos: Serviços prestados às famílias: 14,9% Serviços de alojamento e alimentação: 4,1% Outros serviços prestados às famílias (salões de beleza, academias, reparos, etc): 1,3% Serviços de informação e comunicação: -2,5% Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -1,7% Telecomunicações: -1% Serviços de tecnologia da informação: -2,6% Serviços audiovisuais: -4,1% Serviços profissionais, administrativos e complementares: -3,6% Serviços técnico-profissionais: -5,9% Serviços administrativos e complementares: -1,8% Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 4,6% Transporte terrestre: 6,6% Transporte aquaviário: -1,7% Transporte aéreo: 9,2% Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,9% Outros serviços: -4,6% 59% de restaurantes e bares de SP têm receio de abertura durante a pandemia Queda em 16 estados Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação tiveram retração em maio de 2020, em relação ao mês imediatamente anterior, com destaque para São Paulo (-1,5%) e Distrito Federal (-13,9%). Outras pressões negativas relevantes vieram de Minas Gerais (-0,9%) e do Rio de Janeiro (-0,4%). Já os principais resultados positivos vieram do Rio Grande do Sul (5,2%), de Santa Catarina (6,4%) e da Bahia (4,7%). Índice de atividades turísticas cresce 6,6% Um destaque positivo no mês de maio foi o índice das atividades turísticas, que cresceu 6,6% na comparação com abril, recuperando uma parcela da queda acumulada entre março e abril (-68,1%). Já na comparação com maio do ano passado, o índice recuou 65,6%, registrando a terceira queda seguida, pressionado, principalmente, pela queda de receita de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê. Perspectivas Economistas avaliam que o pior da crise já ficou para trás e que já há sinais de reação da economia, mas alertam para incertezas ainda elevadas e riscos de piora fiscal e descontrole do coronavírus. Na quarta-feira, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista cresceram 13,9% em maio, acima do esperado, recuperando parte das perdas registradas em março e abril. Já a produção industrial cresceu 7% em maio, após 2 meses de queda e de um tombo recorde em abril (-18,8%). Comércio, construção, serviços domésticos, alimentação e alojamento são setores mais afetados pelo desemprego Indicadores de maio e junho apontam reação da economia brasileira O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o Brasil entrou em recessão já no 1º trimestre, sem ter recuperado todas as perdas da recessão de 2014-2016. A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de retração de 6,50% para a economia brasileira este ano, indo a um crescimento de 3,50% em 2021. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.
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10/07 - Combustíveis sobem e inflação fica em 0,26% em junho, após dois meses de deflação
Grupo com maior impacto no resultado do IPCA de junho, no entanto, foi alimentação e bebidas, com alta de 0,38%. Puxada por combustíveis e alimentos, inflação em junho fica em 0,26% O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,26% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de deflação, em meio às consequências da pandemia de coronavírus - 0,31% e 0,38% em abril e maio, respectivamente. Veja itens cujos preços mais subiram e mais caíram em junho A taxa foi influenciada pelo aumento nos preços dos combustíveis após reduções nos últimos quatro meses, em especial da gasolina. Com alta de 3,24%, o combustível exerceu o maior impacto individual sobre o índice, de 0,14 ponto percentual. Desde o início de maio, a Petrobras anunciou oito altas no preço da gasolina nas refinarias. Os combustíveis vinham impactando negativamente o IPCA nos meses anteriores. No ano, o IPCA passou a acumular 0,10%, e em 12 meses, de 2,13%. IPCA junho/2020 Economia G1 “Houve uma alta nos preços dos combustíveis que chegou nas bombas e impactou o consumidor final. Isso alterou o grupo de Transportes e influenciou no IPCA”, detalha Pedro Kislanov, gerente da pesquisa. O pesquisador acrescentou que "o maior impacto no mês foi o da gasolina, exatamente o oposto do observado nos últimos meses, quando era o item de maior peso negativo no índice". Gasolina foi o item de maior peso na inflação de junho, segundo o IBGE Alan Chaves/G1 Etanol (5,74%), o gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%) também registraram alta, elevando o preço dos combustíveis em 3,37%, frente à variação de -4,56% registrada em maio. Questionado o indicador no campo positivo em junho aponta pressão da demanda do consumo, Kislanov ponderou que os serviços seguem impactados pela pandemia. "Esse resultado positivo de junho tem muito a ver com a gasolina e dos combustíveis em geral. Os serviços continuam com deflação. Então, é difícil falar em retomada. Precisamos aguardar os próximos meses para saber como vai se comportar esse indicador", enfatizou. Alimentos têm maior impacto entre os grupos O grupo com maior impacto no resultado do IPCA de junho foi alimentação e bebidas, com alta de 0,38%. Os itens já vinham em uma sequência de altas, em parte ligada à alta demanda durante a pandemia, segundo o IBGE. Em maio, o grupo já havia registrado alta, de 0,24%. “As medidas de isolamento social, que fizeram as pessoas cozinharem mais em casa, por exemplo, ainda estão em vigor em boa parte do país. Isso gera um efeito de demanda e mantém os preços em patamar mais elevado”, explica Kislanov. O IBGE destaca, entre os alimentos, as altas registradas em: Carnes: +1,19% Leite longa vida: 2,33% Arroz: 2,74% Feijão carioca: +4,96% Queijo: 2,48% Já as maiores quedas entre os alimentos vieram de: Tomate: -15,04% Cenoura: -8-88% Artigos de residência têm maior taxa com alta em eletrodomésticos Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, a maior taxa foi registrada em artigos de residência, de 1,30%, em função da alta dos eletrodomésticos e equipamentos (2,92%) e dos artigos de tv, som e informática (3,80%). Já itens de mobiliário tiveram queda de 1,33%. Em transportes, na contramão dos preços dos combustíveis, houve queda em passagens aéreas, de 26,01%, que contribuíram com o maior impacto individual negativo no IPCA de junho (-0,11 p.p.). Caiu também o item transporte por aplicativo (-13,95%), após alta de 5,01% em maio. Já o subitem metrô teve alta de 1,43%, refletindo o reajuste de 8,70% nas passagens no Rio de Janeiro. A maior variação negativa entre os grupos foi registrada em vestuário, de -0,46%. As roupas femininas (-0,95%), infantis (-0,41%) e os calçados e acessórios (-0,61%) registraram recuo nos preços, enquanto as joias e bijuterias subiram 0,54%, acumulando alta de 6,50% no ano. Já em habitação, houve queda de 1,41% nos preços do gás de botijão, e de 0,34% na energia elétrica residencial. Veja as taxas de variação dos grupos pesquisados Alimentação e Bebidas: 0,38% Habitação: 0,04% Artigos de Residência: 1,30% Vestuário: -0,46% Transportes: 0,31% Saúde e Cuidados Pessoais: 0,35% Despesas Pessoais: -0,05% Educação: 0,05% Comunicação: 0,75% Serviços segue com deflação Ao contrário dos produtos, os serviços tiveram nova deflação em junho, de -0,26%, mas menos intensa que a observada em maio, que foi de -0,45. “Pode ser um reflexo do relaxamento das medidas de isolamento social, mas precisamos aguardar para apontar se houve, de fato, aumento da demanda”, apontou o gerente da pesquisa. Em março, os serviços já haviam apresentado deflação, de 0,14%, refletindo o início da paralisação das atividades econômicas no país em decorrência da pandemia do coronavírus. Em abril, no entanto, o indicador teve alta de 0,25%. “Essa alta de abril foi puxada pela alta de 15,1% nas passagens aéreas, lembrando que a coleta de preços para as passagens aéreas é feita com dois meses de antecedência, ou seja, essa alta foi medida em fevereiro”, ponderou Kislanov. Deflação em quatro regiões do país Das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, quatro registraram deflação em junho: São Luís (-0,35%), Belém (-0,18%), Rio de Janeiro (-0,01%) e Porto Alegre (-0,01%). Em contrapartida, sete regiões tiveram inflação maior que a média do país, sendo a maior observada em Curitiba (0,80%) "por conta da alta nos preços da gasolina (7,01%) e do etanol (10,35%)", destacou o IBGE. (veja as taxas de todas as regiões no gráfico abaixo) Taxa de inflação em junho por região pesquisada pelo IBGE Economia/G1 Pesquisa remota Para o cálculo do IPCA de junho, foram comparados os preços coletados no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (base). "Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail", esclareceu o IBGE. Perspectivas e meta de inflação A meta central do governo para a inflação em 2020 é de 4%, e o intervalo de tolerância varia de 2,5% a 5,5%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou corta a taxa básica de juros da economia (Selic) – atualmente em 2,25%, seu menor patamar da história. A expectativa de inflação do mercado para este ano segue bem abaixo do piso da meta. Os analistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 1,63% em 2020, conforme a última pesquisa Focus do Banco Central. As estimativas são mantidas baixas em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado as economias brasileira e mundial, e colocado o mundo no caminho de uma recessão - e o Brasil, em risco de uma depressão. LImites da inflação Arte G1 Regiões Entre os locais pesquisados, quatro tiveram deflação no mês passado, com destaque para São Luis, de 0,35%. Já a maior alta, de 0,80%, foi registrada em Curitiba. Curitiba: 0,80% Salvador: 0,68% Vitória: 0,56% Recife: 0,51% Brasília: 0,46% Fortaleza: 0,34% São Paulo: 0,29% Campo Grande: 0,23% Rio Branco: 0,21% Goiânia: 0,10% Belo Horizonte: 0,05% Aracaju: 0,03% Porto Alegre: -0,01% Rio de Janeiro: -0,01% Belém: -0,18% São Luís:-0,35% Consórcio de imprensa vai divulgar a média móvel dos casos de coronavírus INPC tem inflação de 0,30% em junho O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é usado como referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, ficou em 0,30% em junho, após -0,25% em maio. No ano, a variação acumulada foi de 0,36% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,35%, acima dos 2,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2019, a taxa foi de 0,01%.
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10/07 - Hackers da Coreia do Norte estão atacando lojas on-line para roubar dados de pagamento, diz empresa
Grupo é notório pelo interesse em ganho financeiro. Ações foram associadas a atividades mapeadas por outros especialistas. Criminosos modificam páginas de pagamentos para capturar informações digitais por clientes de lojas on-line. Alfred Muller/Pixabay A empresa de segurança Sansec identificou diversos elos entre os ataques que desviam dados de cartões de crédito no processo de pagamento em lojas on-line, que são monitorados pela companhia, e operações que outros especialistas atribuíram a hackers norte-coreanos. A fraude nas lojas, conhecida como "web skimming" ou "javascript skimming", é realizada com a adulteração da página de pagamentos de lojas on-line. Quando modificada, a página passa a capturar os dados do consumidor e enviá-los a outro site que pertence aos criminosos. A compra ainda ocorre na página oficial, sem sofrer qualquer interferência, mas os dados estarão na mão de criminosos. O golpe também é conhecido pelo nome de "Magecart", em alusão ao próprio código responsável por extraviar a informação, e possivelmente ao software de e-commece Magento, que é frequentemente atacado nessas fraudes. Segundo especialistas, vários grupos de hackers distintos estariam envolvidos na atividade criminosa. Hackers abusam do serviço de rastreamento Google Analytics para coletar dados de pagamento em sites invadidos A Sansec diz que encontra de 30 a 100 lojas infectadas com esse código por dia. Só uma parcela desses ataques seria de responsabilidade dos hackers norte-coreanos. O elo foi estabelecido com base nos endereços web usados para abrigar as ferramentas de ataque e dados roubados da operação criminosa. Alguns desses endereços são os mesmos que já foram atribuídos a operações de um grupo de hackers conhecido como Lazarus ou "Hidden Cobra". O Lazarus é conhecido por atacar o sistema bancário no mundo todo, além de realizar fraudes com criptomoedas e espionar alvos sul-coreanos. Especialistas consideram que o grupo seja patrocinado pelo governo norte-coreano e tenha a finalidade de obter recursos para o regime. Segundo a Sansec, os hackers norte-coreanos podem ter começado a utilizar a técnica em maio de 2019. Isso significa que os norte-coreanos não estavam envolvidos nas primeiras fraudes desse tipo, que começaram em 2017 e se intensificaram em 2018 com a adulteração de sites como o da fabricante de celulares OnePlus e da companhia aérea British Airways. A consultoria Gemini Advisory informou que um grupo conhecido como Keeper, que atua com ataques de Magecart desde 2017, já adulterou pelo menos 570 lojas. Elo de infraestrutura O rastreamento de ataques cibernéticos raramente é uma ciência exata. Especialistas procuram indícios em arquivos para determinar o horário de atividade dos invasores e a configuração do sistema usado, mas esses detalhes podem ser forjados para criar uma operação de "bandeira falsa", em que um país tenta incriminar outro. Por essa razão, especialistas procuram associar a infraestrutura das ações. Quando um grupo de hackers realiza uma invasão mais simples de ser atribuída – pelos detalhes técnicos nos arquivos ou pelas características do alvo -, outros ataques que utilizam a mesma infraestrutura digital podem ser mapeados e relacionados. Esse foi o caminho usado pela Sansec. A empresa descobriu que ações contra certas lojas usaram as mesmas infraestruturas de ataque expostas em relatórios das empresas de segurança Rewterz, EST Security, Fortinet e Netlab360. Cada uma dessas empresas detalhou ataques diferentes, mas todas apontaram semelhanças técnicas com ações anteriormente atribuídas ao Lazarus. Grupo tentou desviar US$ 1 bilhão e criou o WannaCry Hackers patrocinados por governos normalmente têm interesses políticos e, por isso, focam em espionagem. O Lazarus, da Coreia do Norte, é conhecido por seu interesse financeiro, semelhante a gangues criminosas comuns. O governo dos Estados Unidos, que se refere ao grupo pelo nome de "Hidden Cobra", alertou que esses invasores realizaram saques em pelo menos 30 países depois de conseguirem acesso a sistemas responsáveis por intermediar a comunicação entre os caixas eletrônicos e o banco, dispensando a verificação de saldo. Com isso, o golpe "FASTcash" causou um prejuízo de milhões de dólares com saques de contas falsas praticamente zeradas. Em 2016, o grupo teria sido o responsável por uma tentativa de desviar US$ 1 bilhão de uma conta mantida pelo Banco Central de Bangladesh no Federal Reserve em Nova York. A movimentação aconteceria em 35 transferências, mas ao menos 30 delas foram bloqueadas após um erro de digitação levantar suspeitas nos operadores em Nova York e no Deutsche Bank, que atuava como intermediário. Mesmo assim, os invasores conseguiram transferir US$ 81 milhões a um banco nas Filipinas, onde o montante foi sacado antes da conta ser congelada. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por meio do FBI, acusou o programador norte-coreano Park Jin Hyok de envolvimento no roubo. O mesmo programador, segundo a autoridade policial americana, teria sido responsável pelo vírus de resgate WannaCry. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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10/07 - Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 10 de julho; inscrições são pela web
Há oportunidades para funções como babá, empregada doméstica, motorista, vendedor externo e outros. Há vaga para motorista categoria D no Sine Macapá Ive Rylo/ G1 O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego para Macapá na sexta-feira (9). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para sexta-feira: Babá Empregada Doméstica Montador de Móveis Motorista Categoria "D" Pedreiro Técnico em Informática Técnico Instrutor Pleno Vendedor Externo Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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10/07 - Mais de 80 servidores da Serra, ES, receberam auxílio emergencial de R$ 600
Entre os servidores, estão pessoas com salários de R$ 2,8 mil. Caso seja comprovado que tiveram conduta ética inadequada, eles poderão ser penalizados e até dispensados dos cargos. Prefeitura da Serra, ES, identifica 80 servidores recebendo auxílio emergencial A Prefeitura da Serra, na Grande Vitória, identificou que mais de 80 servidores do município receberam o auxílio emergencial de R$ 600 de forma indevida, já que um dos critérios para o recebimento do dinheiro é justamente o de que o beneficiado não tenha um emprego formal ativo. Entre os beneficiados, estão servidores com salários de até R$ 2,8 mil. Caso as investigações concluam que os pedidos foram feitos de má-fé, com conduta ética inadequada, esses funcionários poderão ser penalizados e até mesmo dispensados de suas funções.  De acordo com a controladora-geral da Serra, Magaly Nunes, a Prefeitura descobriu o recebimento indevido do benefício através de um cruzamento de dados feito pela subsecretaria de Transparência e Combate à Corrupção. O processo de checagem ocorre em todo o Brasil e é orientado pela Controladoria-Geral da União (CGU).  Os casos foram encaminhados à Secretaria Municipal de Administração da Serra para a abertura de processos administrativos, nos quais será analisado, entre outros aspectos, se eles tiveram ou não a intenção de fraudar o sistema.  Magaly pontuou que os servidores identificados serão ouvidos para prestar esclarecimentos e que todos serão orientados a devolver os valores indevidamente recebidos por meio do canal que é disponibilizado pelo Ministério da Cidadania.  A controladora ressaltou que há também a possibilidade de que o nome dos servidores tenha sido usado por terceiros, com a intenção de fraudar o sistema e receber o benefício.  No entanto, ela destaca que caso seja comprovada a má-fé por parte dos servidores, todos serão responsabilizados.  "O servidor tem que manter uma conduta ética, íntegra e de transparência", pontuou Magaly.  As prefeituras de Vitória, Cariacica e Vila Velha também foram procuradas para falar sobre o assunto. Somente a Prefeitura de Cariacica informou que 48 de seus servidores também receberam o auxílio emergencial indevidamente. Initial plugin text Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo
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10/07 - Bolsas da China interrompem sequência de altas por cortes de participações e tensão com EUA
Na semana, porém, índice CSI300 avançou 7,5%, melhor marca semanal em mais de 5 anos. Os índices acionários da China encerraram em baixa nesta sexta-feira (10) pela primeira vez desde 29 de junho, depois que os fundos estatais do país anunciaram cortes de participações em empresas e com sinais de renovadas tensões com os Estados Unidos. O período de ganhos no mercado, encorajado pela mídia estatal, foi alimentado por sinais de recuperação econômica da China após o coronavírus, reformas do mercado de capital e aceleração da entrada de fundos estrangeiros. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,81%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,95%. O índice de start-ups Chinext avançou 0,75%. O People's Insurance Co (Group) of China e três empresas de tecnologia listadas na China disseram que seus principais acionistas estatais planejam reduzir suas participações, afetando o sentimento do investidor. A decisão acontece depois de reguladores reprimirem as margens de financiamento e depois de a mídia oficial chinesa pedir aos investidores de varejo que sejam prudentes. O mercado pode enfrentar risco de coreção no curto prazo, disseram em nota analistas da Everbright Securities. Afetando ainda mais o sentimento estavam notícias de que os EUA adotou sanções a autoridades chinesas de alto escalão devido a supostos abusos de direitos humanos contra a minoria muçulmana Uighur Muslim minority. Na semana, o rali das ações permaneceu forte. O SSEC ganhou 7,3% na semana, enquanto o CSI300 avançou 7,5%, ambos registrando a melhor semana em mais de cinco anos. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,06%, a 22.290 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,84%, a 25.727 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,95%, a 3.383 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,81%, a 4.753 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,81%, a 2.150 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,98%, a 12.073 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES permaneceu fechado. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,61%, a 5.919 pontos. China abre em Hong Kong nova agência de segurança nacional com segurança pesada
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10/07 - Governo antecipa saques da 1ª parcela do Auxílio Emergencial para 2 milhões de beneficiários do 3º lote
Medida beneficia nascidos entre agosto e dezembro. Eles teriam direito ao saque de R$ 600 entre a terça-feira e o sábado da próxima semana, mas poderão sacar já na segunda e na terça-feira. Auxílio emergencial de R$ 600 reais para trabalhadores informais CAIO ROCHA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO O governo federal divulgou um novo calendário de saque da primeira parcela do Auxílio Emergencial de R$ 600 para o terceiro lote de beneficiários, inscritos no aplicativo e site entre 1º e 26 de maio. Com a mudança, serão antecipados os saques e transferências para os nascidos entre agosto e dezembro. Esse grupo, de 2 milhões de pessoas, terá acesso ao benefício a partir da próxima segunda-feira (13). Veja calendário ao final da reportagem. O novo calendário foi divulgado em portaria do "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (10), e revoga a portaria com o calendário anterior, anunciado em 15 de junho. Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL O saque do terceiro lote começou na última segunda-feira (6) para quem é nascido em janeiro. De lá para cá, a cada dia da semana, o saque foi sendo disponibilizado para nascidos nos meses seguintes. Nesta sexta, por exemplo, o saque ficou disponível para nascidos no mês de maio. Ao todo, o lote inclui 5,9 milhões de beneficiários. De acordo com o calendário inicial, na próxima segunda (13), somente os 400 mil inscritos no programa que nasceram em julho teriam direito ao saque. No entanto, o novo calendário garante o saque também para quem nasceu nos meses de agosto e setembro, que só teriam acesso ao benefício a partir de terça e quarta-feira, respectivamente. Ao todo, 1,2 milhão de pessoas poderão sacar no mesmo dia. Além disso, os nascidos em outubro, novembro e dezembro, que receberiam os benefícios quinta (16), sexta-feira e sábado, respectivamente, poderão todos fazer os saques a partir de terça-feira (14). Em vez dos 400 mil nascidos em agosto que poderiam fazer o saque a partir de terça, agora mais 800 mil beneficiários do terceiro lote terão acesso ao saque no mesmo dia. Veja abaixo como ficou o calendário: INSCRITOS VIA APP E SITE - TERCEIRO LOTE Economia G1 Já a segunda parcela para os aprovados do terceiro lote ainda não tem data definida. Balanço Segundo a Caixa, 65,2 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial dentro das parcelas 1, 2 e 3, totalizando R$ 121,1 bilhões. Dos 109,1 milhões de cadastros no programa, 107,7 milhões foram processados. Cerca de 800 mil ainda esperam por reanálise, todos inscritos no app e site do auxílio, enquanto cerca de 1,3 milhão ainda estão em primeira análise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text
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10/07 - Investidores estrangeiros não vão ser convencidos só por retórica ambiental do governo, diz pesquisador
Doutor em biologia e ex-secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl diz que movimento do governo brasileiro para acalmar investidores fracassará se for baseado só em marketing. Angelim Vermelho: maior árvore da Amazônia localizada na fronteira do Amapá e do Pará Rafael Aleixo/Setec O governo brasileiro não conseguirá evitar a saída do país de investidores estrangeiros preocupados com o aumento do desmatamento apenas mudando de retórica sobre o assunto, sem tomar medidas concretas contra a destruição. A avaliação é do ambientalista e pesquisador Carlos Rittl, doutor em biologia tropical e ex-secretário-executivo do Observatório do Clima, uma das principais organizações brasileiras sobre mudança climática. Atualmente, Rittl pesquisa a relação entre economia global e desmatamento. Nos últimos dias, o governo brasileiro tem trabalhado para tentar acalmar representantes de fundos de investimentos estrangeiros, que têm demonstrado preocupação com o aumento do desmatamento na porção brasileira da Floresta Amazônica. Na manhã de quinta-feira (09), por exemplo, o vice-presidente Hamilton Mourão realizou uma videoconferência com investidores para apresentar iniciativas do governo na área ambiental. Participaram do encontro os ministros Braga Netto (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), e Fábio Faria (Comunicação), além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Os fundos que estavam representados na videoconferência somam US$ 4,6 trilhões em ativos. No fim de junho, um grupo de investidores estrangeiros enviou carta aberta a embaixadas brasileiras no Japão, nos Estados Unidos e em diversos países europeus, manifestando preocupação com a política ambiental do país. Atualmente, Carlos Rittl é pesquisador sênior visitante da Universidade de Potsdam, na Alemanha — a pesquisa dele é sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A ratificação deste instrumento está agora em risco, diz ele, diante da política atual do Brasil para o meio ambiente. "Hoje, o Brasil representa inclusive o oposto do que pôs no acordo. O acordo traz obrigações como o não retrocesso ambiental; o respeito aos direitos dos povos indígenas, o respeito aos direitos humanos, o respeito aos direitos trabalhistas e o compromisso de cada uma dos países com a implementação do acordo de Paris. Nós estaremos muito mal, se alguém olhar aquilo com que o Brasil se comprometeu com os demais países, e aquilo que está acontecendo no chão", diz ele. "Os investidores sabem disso e não vão ser convencidos por uma retórica, ou uma estratégia de comunicação. Não é o marketing que vai conseguir mascarar o que os satélites mostram", afirma o pesquisador. "Ainda assim, o governo ainda insiste que o esforço de comunicação é mais importante que o combate ao crime e ao desmatamento e à violência contra os povos indígenas. Isso não vai gerar resultados", diz Rittl. A seguir, os principais trechos da entrevista. BBC News Brasil - O que mudou do começo do ano para cá, para motivar este movimento de investidores estrangeiros? Carlos Rittl - A gente já teve vários recados, desde o ano passado. Redes de supermercados britânicas e em outros países da Europa protestando quando a gente teve aquele aumento das queimadas de 2019, quando tivemos o 'Dia do Fogo', e a briga do governo Bolsonaro com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); naquele momento, esses recados começaram a surgir. Houve também grupos de investidores que demonstraram preocupação e fizeram declarações públicas. A diferença deste momento para agora, para a carta das 29 instituições financeiras e fundos de pensão, é a de que agora se trata de uma mensagem direta (...). A fala da 'boiada' é o ponto de inflexão (refere-se à divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, na qual o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fala em aproveitar a pandemia do novo coronavírus para 'passar a boiada', revogando a regulamentação ambiental). Se tornou algo tão escancarado que eu acho que motivou o movimento dos investidores. Aquela fala imoral do ministro do Meio Ambiente, de que 'vamos aproveitar a oportunidade de que toda a imprensa tá falando só de pandemia de covid-19, do novo coronavírus, para ir passando a boiada', de que 'vamos aproveitar este momento em que estamos contando corpos aos milhares para ir flexibilizando tudo ou destruindo a legislação ambiental', acho que isso foi a gota d'água. Foi isso que deu o empurrão final a esses investidores. BBC News Brasil - Em que medida este tipo de pressão de investidores estrangeiros põe em risco o acordo comercial que está sendo finalizado entre o Mercosul e a União Europeia? Rittl - No último mês, houve, em pelo menos uma reunião plenária do Parlamento Europeu, uma discussão sobre grilagem e desmatamento, na qual mais de 20 eurodeputados se manifestaram com críticas severas ao que estava acontecendo (no Brasil) e com críticas à fala do ministro (Ricardo Salles) sobre 'passar a boiada'. E com uma preocupação enorme de que os países europeus poderiam estar se associando a essa destruição ambiental em curso (...), se o acordo comercial for ratificado. Alguns parlamentos (nacionais), entre eles o da Áustria e o dos Países Baixos, já aprovaram moções contrárias à ratificação do acordo. Não é uma decisão definitiva, mas é uma demonstração de que há oposição dentro daqueles parlamentos ao acordo, que depende do Legislativo de cada um dos países para entrar em vigor. Para que os produtos brasileiros possam se beneficiar, no futuro, de isenções de impostos e de cotas de exportação. Então, existe hoje um ambiente muito negativo hoje para o progresso deste acordo. A gente está numa fase de finalização dos textos legais — a tradução em termos jurídicos daquilo que foi prometido no texto geral do acordo, com direitos e obrigações para todos os futuros signatários. E depois disso é que teríamos a ratificação do Parlamento Europeu e de cada um dos países do bloco. No caso do Mercosul, por causa de um acordo local, seria preciso apenas que o Congresso Nacional (brasileiro) aprovasse (...). E aqui (no Brasil), acho que vai haver bastante debate, até por causa de outros elementos do acordo. Por que (beneficiar) apenas produtos da agricultura brasileira e não outros produtos de maior valor agregado, que poderiam se beneficiar das isenções de impostos para chegar à Europa? Por que apenas algo de economia mais primária? A gente vai trocar boi por carros, na verdade. Por que não poderia incluir produtos mais estratégicos e de maior valor agregado? BBC News Brasil - Esta semana, um grupo de 40 empresários e representantes de entidades empresariais brasileiras entregou uma carta a Hamilton Mourão pedindo providências contra o desmatamento. Como este movimento se compara a iniciativas parecidas no exterior? Rittl - Quando o presidente Trump foi eleito nos Estados Unidos (em 2016), houve lá aquele movimento chamado "We Are Still In" (Nós Continuamos Dentro, em tradução livre). Como Trump ameaçava sair do Acordo de Paris, esse era um movimento formado por empresas, universidades e governos estaduais e prefeituras. Que diziam 'não importa o que Washington vai fazer, nós assumimos o compromisso de implementar o Acordo de Paris na nossa alçada'. Hoje, são mais de 2,2 mil empresas nos EUA que são signatárias deste compromisso, e muitas delas assumindo metas. Aqui no Brasil, essa carta deste ano talvez seja o primeiro movimento coletivo, e ainda pequeno, de atores cobrando o governo de maneira mais direta sobre o que ele precisa fazer, mas não quer, que é combater o desmatamento. Mas esse movimento brasileiro carece ainda de algo que pra mim é fundamental. O que é que as próprias empresas e associações estão ainda fazendo em relação àquilo que estão cobrando do governo? Quais delas assumiram metas de desmatamento zero, de emissões zero no longo prazo? Quem foi que assumiu o compromisso de não ter nenhum de seus negócios associados a áreas de conflito (fundiário)? Nenhuma delas. BBC News Brasil - Em 2018, parte do mercado financeiro brasileiro se entusiasmou com a candidatura de Bolsonaro. No primeiro ano de mandato dele, o Ibovespa ultrapassou os 100.000 pontos. O investidor brasileiro não percebeu que a agenda ambiental traria problemas? Rittl - Houve uma aposta muito alta no liberalismo a qualquer custo. Tudo o mais seria de menor importância se houvesse desregulamentação, reformas econômicas importantes, uma menor participação do Estado na economia brasileira, um poder menor do Estado sobre o mercado. Isso acabou sendo uma aposta em nome da qual se deixou tudo mais de lado. Inclusive o Bolsonaro não foi eleito só por gente da agenda antiambiental. Talvez tenha recebido (voto) de uma meia dúzia, que são os poucos que lucram com o desmatamento. Agora, desde o ano passado, no mínimo, quando o presidente Bolsonaro fez sua estreia internacional em Davos (na reunião do Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2019), já estava muito claro que o mercado e os agentes financeiros globais identificavam dentre os maiores riscos a questão climática e a questão ambiental. Tanto é, que Bolsonaro faz um discurso de que ia buscar conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico. Na prática, porém, ele não mudou uma vírgula da sua visão do século 17 sobre o meio ambiente, sobre a Amazônia. Por isso, o desmatamento subiu. Por isso, ao longo de todo o ano passado, ele e vários de seus ministros continuaram se reunindo com grileiros, com madeireiros ilegais (...). BBC News Brasil - No começo deste ano, o vice-presidente Hamilton Mourão se tornou presidente do Conselho da Amazônia. De lá para cá, ele vem se tornando a principal voz do governo em questões ambientais. O que mudou com esse novo protagonismo do Mourão? Evoluímos? Rittl - Por enquanto, o que a gente teve foi uma mudança muito pequena no discurso, que veio com a mudança do nome responsável pela agenda do governo para a Amazônia. Antes a gente tinha uma pessoa completamente irresponsável, o ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles), que não tenha nenhuma intenção de promover o desenvolvimento sustentável ou a proteção da Amazônia, muito pelo contrário. Quando o general Hamilton Mourão assume a coordenação desse Conselho, já é uma resposta às pressões e aos riscos (de perda de investimentos) que o Brasil vinha correndo. O Fórum Econômico Mundial de Davos deste ano enfatizou, entre os riscos globais, a questão ambiental e a mudança climática. O ministro Paulo Guedes (Economia) ouviu esse recado, lá. De que não adianta simplesmente mudar as regras ou fazer reformas econômicas para o Brasil se tornar atrativo para os investimentos internacionais. É preciso promover uma agenda compatível com o momento em que a gente está, século 21. Guedes estava lá (em Davos), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também (...). A agenda antiambiental do governo começou a se mostrar um grande problema para a economia. BBC News Brasil - Algumas pessoas acreditam que existem visões distintas no governo: Ricardo Salles seria mais radical, enquanto outros, como a ministra Tereza Cristina (Agricultura) seriam mais moderados. O que o sr. acha disso? Rittl - Na verdade, a visão (do governo para a área ambiental) é a mesma. É conveniente que você tenha um ministro do Meio Ambiente que é contra o meio ambiente porque ele faz o serviço de todo mundo (...). Mas por detrás desta agenda antiambiental não está única e exclusivamente o ministro Ricardo Salles. O Salles é só, digamos, quem está entregando tudo. Mas tem outras pessoas também: Tereza Cristina; o ministro Tarcísio (Gomes de Freitas, da Infraestrutura), que defende que as obras corram soltas, sem os estudos de impacto ambiental e sem medidas para mitigar impactos. Tereza Cristina, por sua vez, estava por detrás da proposta de anistia a crimes ambientais e a desmatamento na Mata Atlântica (em abril, Ricardo Salles assinou a anistia a proprietários rurais que desmataram antes de julho de 2008), como o próprio Salles reconheceu. Foi também a Tereza Cristina quem viabilizou a liberação de mais de quinhentas substâncias pesticidas, agrotóxicos, somente em 2019. Novas substâncias que estão no nosso prato, na nossa mesa. Foi dela que veio a pressão para que áreas desmatadas na Mata Atlântica fossem anistiadas. Então é uma agenda comum, contra o meio ambiente. Mourão participa de reunião com investidores que criticaram política ambiental brasileira Desmatamento e queimadas na Amazônia podem levar a colapso no sistema de saúde na região
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10/07 - Especialistas alertam para falha no Zoom que pode ser explorada no Windows 7
Versões mais novas do Windows são imunes. Zoom já trabalha em atualização para corrigir a brecha. Erro na interação do Zoom com o Windows 7 deixa usuários expostos a ataques. Outras plataformas, como celulares e versões mais novas do Windows, são imunes Altieres Rohr/G1 Especialistas da empresa Acros Security alertaram para uma falha "dia zero" (ainda sem correção oficial) que existe no aplicativo de videoconferência Zoom para Windows. A vulnerabilidade permite invadir um computador em que o Zoom estiver instalado se a vítima realizar alguma atividade comum, como abrir o vídeo em uma conferência ou até um documento. A existência do problema foi confirmada na versão mais recente do Zoom para Windows (5.1.2) e em versões anteriores do programa. Apesar de grave, a falha funciona apenas no Windows 7. Versões mais novas do Windows (como a 8 e a 10) impedem o ataque de funcionar. O Windows 7 é considerado obsoleto desde janeiro, quando a Microsoft encerrou a distribuição de atualizações para os consumidores. De acordo com a statcounter, que contabiliza a audiência de sites na internet, 19,79% dos usuários de Windows ainda estão usando o Windows 7. Muitos desses sistemas não recebem mais atualizações de segurança. Embora uma parcela desses computadores seja de empresas que mantêm contratos de suporte estendido com a Microsoft para receberem atualizações, esses aprimoramentos não são suficientes para contornar a vulnerabilidade, segundo a Acros Security. Ou seja, todos os usuários de Windows 7 – com ou sem um contrato de suporte estendido – estão mais vulneráveis a ataques nesse caso. Em comunicado ao blog, o Zoom afirmou que já está preparando uma atualização de software para corrigir a falha. "O Zoom leva a sério todos os relatórios de possíveis vulnerabilidades de segurança. Recebemos um relatório de um problema que afeta os usuários que executam o Windows 7 ou mais antigo. Confirmamos esse problema e atualmente estamos trabalhando em um patch para resolvê-lo rapidamente", disse a empresa. De acordo com a Acros Security, as informações sobre a falha foram recebidas de um pesquisador independente que não entrou em contato com o Zoom. A companhia de segurança decidiu enviar os detalhes do problema para o Zoom nesta quinta-feira (9). A Acros Security desenvolve um produto chamado "0patch Agent" que aplica "microcorreções" para evitar a exploração de falhas que ainda não tiveram solução oficial. O aplicativo também ajuda usuários que não têm acesso às soluções oficiais, como no caso do Windows 7. A ferramenta é grátis. Mesmo assim, esse tipo de solução não é capaz de compensar outras melhorias de segurança que fazem parte das versões mais novas dos sistemas operacionais. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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10/07 - Na pandemia, benefícios oferecidos por empresas a funcionários incluem internet, vale-alimentação e terapia online
De acordo com levantamento do PageGroup, metade das companhias pesquisadas já efetuou a troca no pacote de benefícios dos trabalhadores ou está em processo de substituição. Algumas empresas optaram por fornecer cadeiras e protetores de tela, por exemplo, para minimizar os impactos do trabalho remoto Acervo A pandemia promoveu um impacto direto na cesta de benefícios oferecida pelas empresas. Vale-transporte, locação de carros e custeio a cursos presenciais estão sendo substituídos por vale-alimentação, auxílio à internet e terapia online. É o que aponta levantamento realizado pelo PageGroup, consultoria em recrutamento executivo especializado. De acordo com dados coletados pelos consultores do grupo, metade das companhias já efetuou a troca no pacote de benefícios dos trabalhadores ou está em processo de substituição. "O que temos percebido nas conversas com nossos clientes é que há um intenso movimento para a troca do pacote de benefícios. A pandemia mudou radicalmente a rotina de trabalho e isto afetou diretamente a forma como os empregados utilizam seus benefícios", explica João Kluppel, diretor da Michael Page. "Notamos que metade delas está buscando trocar ou já fez essa modificação no pacote. A outra metade não fez porque precisa cumprir contrato com seus fornecedores ou está com a saúde financeira comprometida e não consegue oferecer um suporte aos colaboradores", afirma. Ainda de acordo com o executivo, muitas das empresas que estão passando por dificuldades na pandemia decidiram suspender os benefícios temporariamente. "É um outro grupo que foi extremamente afetado pelo novo coronavírus. Viram que uma das formas de manter a operação viável era a de suspender benefícios, como vale-transporte, vale-refeição ou previdência privada. É um tipo de acordo que normalmente tem a anuência do sindicato da categoria e fica valendo até o retorno das atividades presenciais", relata Kluppel. Confira abaixo alguns benefícios que estão sendo substituídos pelas empresas: Vale-transporte por auxílio à internet, luz e telefone Como a maior parte dos funcionários tem atuado remotamente, o vale-transporte foi o primeiro benefício que passou por revisão no pacote de remuneração. O que algumas companhias têm feito é continuar depositando o valor do benefício na conta do colaborador para ajudar nas despesas com internet, luz e telefone. Locação de veículos por aplicativos de mobilidade Há empresas que oferecem veículos aos funcionários que necessitam se locomover com muita frequência. Na pandemia, essa mobilidade foi drasticamente reduzida, o que provocou a troca deste benefício por aplicativos de mobilidade. Vale-refeição convertido em vale-alimentação ou substituído por entregas de refeições A substituição do vale-refeição por vale-alimentação é uma das trocas mais observadas no universo corporativo. Como as despesas com refeição ficaram concentradas no home office, a mudança acabou ajudando nos gastos com supermercado. Algumas companhias também mantiveram o vale-refeição para que o funcionário pudesse escolher se faria suas refeições por delivery ou compras em estabelecimentos que aceitam o vale-refeição. Auxílio com mobiliário A preocupação das empresas com o trabalho remoto era de que ele pudesse afetar a ergonomia de seus colaboradores. Como o ambiente residencial não está adaptado para intensas jornadas de trabalho, as companhias decidiram oferecer cadeiras e protetores de tela, por exemplo, para minimizar os impactos do trabalho remoto. Também foi verificada a oferta de recursos tecnológicos móveis, como notebooks, tablets e celulares. Pacotes de terapia online Em meio às dificuldades físicas e psicológicas que o período pode apresentar, a saúde dos colaboradores é motivo de grande preocupação para as empresas, gerando impacto direto na produtividade. Uma das alternativas foi a de oferecer ajuda em pacotes de terapias online, autorizadas pelo Conselho Federal de Psicologia. O benefício pode aliviar as pressões do dia a dia, auxiliando na manutenção do bem-estar do funcionário e no estímulo da produtividade. Oferta de cursos profissionalizantes ou de idiomas Investir na capacitação contínua dos profissionais é outra preocupação das empresas. Com o distanciamento social, a alternativa foi promover o incentivo e prática de cursos para impulsionamento de carreira. Parcerias com instituições e ajuda de custo para funcionários foram algumas das movimentações realizadas nesse sentido. Pesquisa aponta desafios de quem está fazendo home office
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10/07 - Bolsonaro sanciona, com um veto, projeto que suspende pagamento do Fies até o fim do ano
Texto prevê a suspensão da cobrança do financiamento pelo tempo que durar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (9), com um veto, o projeto que suspende o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até 31 de dezembro. A sanção foi publicada na madrugada desta sexta (10) no "Diário Oficial da União" (DOU). O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. O texto, aprovado pelo Congresso Nacional, prevê a suspensão da cobrança do financiamento pelo tempo que durar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia. MEC suspende pagamento de parcelas do Fies devido à pandemia do coronavírus Bolsonaro vetou o trecho que tirava do Comitê Gestor do Fies a competência de definir os cursos aptos ao financiamento complementar do Novo Fies. O presidente disse que o benefício estaria em “descompasso com as atuais diretrizes” do Novo Fies. Bolsonaro também disse que o trecho estimularia o “inadimplemento dos beneficiários do programa”. De acordo com o projeto, ficam suspensos: a obrigação de pagamento das parcelas regulares do saldo devedor a obrigação de pagamento dos juros incidentes sobre o financiamento o pagamento de parcelas de renegociação de contratos Fies do 2º semestre As inscrições para o Fies do 2º semestre de 2020 serão abertas em 21 de julho. O candidato interessado deverá se inscrever no site do Fies (http://fies.mec.gov.br) até 24 de julho. Para isso, é preciso criar uma conta "gov.br" por meio de cadastro no "Login Único" do governo federal. Poderão se candidatar, segundo o edital: Quem fez o Enem a partir de 2010 e teve média igual ou superior a 450 pontos nas notas nas cinco provas e que não tenha zerado na redação Possua renda familiar mensal bruta per capita de até 3 (três) salários mínimos O candidato poderá escolher três opções de curso, turno e local de oferta entre os disponíveis. Ele será selecionado de acordo com a nota obtida no Enem. O desempate, segundo o edital, se dará por meio das seguintes notas, na ordem: redação; linguagens; matemática; ciências da natureza e ciências humanas. Datas do Fies do segundo semestre de 2020 Início das inscrições: 21 de junho Fim das inscrições: 24 de julho (até 23h59) Resultado: 28 de julho Contratação de financiamento: de 28 a 30 de julho (até 23h59) Pré-seleção da lista de espera: de 28 a 31 de julho (até 23h59) Leia o edital completo 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies
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10/07 - Auxílio Emergencial: Caixa libera saques e transferências para aprovados no terceiro lote nascidos em maio
Nesta sexta-feira, poderão sacar o dinheiro os nascidos em maio, um total de 400 mil trabalhadores. Auxílio emergencial Divulgação A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira (10) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial para os aprovados inscritos no aplicativo e site dentro do terceiro lote, e que aniversariam em maio - um total de 400 mil trabalhadores. Ao todo, o lote inclui 5,9 milhões de beneficiários. Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os saques e transferências serão realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e vão até o dia 14 de julho. Esses trabalhadores já tiveram o dinheiro liberado na poupança social digital entre os dias 16 e 17 de junho. Veja calendário abaixo: INSCRITOS VIA APP E SITE - TERCEIRO LOTE Economia G1 De acordo com o calendário inicial, na próxima segunda (13), somente os 400 mil inscritos no programa que nasceram em julho teriam direito ao saque. No entanto, o novo calendário publicado nesta sexta garante o saque também para quem nasceu nos meses de agosto e setembro, que só teriam acesso ao benefício a partir de terça e quarta-feira, respectivamente. Ao todo, 1,2 milhão de pessoas poderão sacar no mesmo dia. Além disso, os nascidos em outubro, novembro e dezembro, que receberiam os benefícios quinta (16), sexta-feira e sábado, respectivamente, poderão todos fazer os saques a partir de terça-feira (14). Em vez dos 400 mil nascidos em agosto que poderiam fazer o saque a partir de terça, agora mais 800 mil beneficiários do terceiro lote terão acesso ao saque no mesmo dia. Já a segunda parcela para os aprovados do terceiro lote ainda não tem data definida. Balanço Segundo a Caixa, 65,2 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial dentro das parcelas 1, 2 e 3, totalizando R$ 121,1 bilhões. Dos 109,1 milhões de cadastros no programa, 107,7 milhões foram processados. Cerca de 800 mil ainda esperam por reanálise, todos inscritos no app e site do auxílio, enquanto cerca de 1,3 milhão ainda estão em primeira análise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.
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